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Efeitos negativos da pandemia atingiram 4 em cada 10 empresas no Brasil

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Efeitos negativos da pandemia atingiram 4 em cada 10 empresas no Brasil Freepik
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Grande parte das empresas em funcionamento no Brasil na primeira quinzena de julho sentiu os efeitos negativos da pandemia do coronavírus. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44,8% das 2,8 milhões de empresas do país perceberam efeito negativo da pandemia. Ainda de acordo com a pesquisa, 28,2% das empresas sentiram efeito pequeno ou inexistente e 27% tiveram efeito positivo com as medidas adotadas para conter a pandemia.

Os números mostram que ainda há um efeito negativo gerado pela doença, mas esse impacto está melhorando ao longo das semanas. Entre as empresas que alegaram ter tido pouco ou nenhum efeito negativo, 37,4% são de médio porte e 35,6% são de grande porte. Entre as que afirmam que o impacto foi positivo, 27% são pequenas empresas, 23,4% são empresas de médio porte e 25,3% são de grande porte.

As empresas do setor de Serviços foram as mais atingidas de forma negativa na primeira quinzena de julho (47%). No setor de Comércio, 44% das empresas apontaram impactos negativos.

Entre as cinco regiões do país, o Centro-Oeste tem o maior número de empresas alegando efeitos negativos da pandemia, com 51%. O Nordeste foi a região onde o menor número de empresas (32,1%) alegou ter tido impacto negativo. No nordeste, 38,5% das empresas afirmam terem sentido efeitos positivos da pandemia e no centro-oeste, apenas 19,3% das empresas indicam impactos positivos.

Economia tem retração recorde

Embora os dados em relação às empresas mostrem uma leve melhora, a economia do país registrou retração recorde de 8,7% no segundo trimestre do ano na comparação com os três primeiros meses de 2020.

De acordo com os dados do Monitor do PIB realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ainda que o resultado trimestral tenha sido negativo, houve um crescimento de 4,2% da economia no mês de junho quando é feita a comparação com o mês de maio. Isso mostra que os resultados do terceiro trimestre devem ser mais positivos.

Em relação ao segundo trimestre, importantes resultados negativos vieram da exportação, com queda de 0,4%, da importação, que encolheu 14,2%, e do consumo das famílias, com queda de 11,6%.

Risco de recessão técnica

Já a Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgou a previsão de que o PIB brasileiro deve cair entre 8% e 10% no segundo trimestre de 2020, ante o trimestre anterior. O resultado do PIB do segundo trimestre será divulgado no dia 1º de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Caso a previsão da SPE se confirme, o Brasil entrará oficialmente em "recessão técnica".

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