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Desemprego​ ​sobe em julho e ​atinge 13,1% da população, aponta ​PNAD

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Desemprego​ ​sobe em julho e ​atinge 13,1% da população, aponta ​PNAD
► Atividade econômica do Brasil sobe 4,89% em junho, mas acumula queda de 10,94% no trimestre► Efeitos negativos da pandemia atingiram 4 em cada 10 empresas no Brasil► EUA registram 1,106 milhão de pedidos de seguro-desemprego

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (20), através de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (PNAD Covid19), que 12,3 milhões de brasileiros estavam desempregados em julho. A taxa de desocupação chegou a 13,1% no mês depois de aumentar 0,7 ponto percentual.

Os dados divulgados mostraram alta de 3,7% em comparação com junho, o que representa 438 mil pessoas a mais sem emprego no país.

Segundo a pesquisa, o Centro-Oeste foi a única região que mostrou queda da população desocupada (-3,8%), enquanto Norte (5,4%) e Sudeste (5,3%) apresentaram as maiores variações.

A pesquisa destacou ainda que a proporção de pessoas que afirmaram o desejo de trabalhar mas não fizeram devido à covid-19 era de 67% em julho. Houve alta de 0,3 ponto percentual em comparação com o mês anterior.

Em relatório publicado na semana passada, os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Cavalcanti, destacaram que os efeitos deverão ser prolongados. Economistas ressaltam que o desemprego irá aumentar nos próximos meses devido ao fim ou diminuição no valor das medidas de sustentação de renda do governo, como auxílio emergencial e seguro-desemprego.

Auxílio Emergencial

A proporção de domicílios que receberam o auxílio emergencial relacionado à pandemia de coronavírus, como o pagamento de R$ 600 ou o benefício do Programa de Manutenção dos Empregos, passou de 43% para 44,1% em julho.

A pesquisa mostrou que todas as regiões registraram aumento no percentual de domicílios que recebem algum tipo de ajuda governamental. Os maiores foram no Norte (60,6%) e no Nordeste (59,6%). Já no Sul, foram 30,9% dos lares. O valor médio do auxílio saiu de R$ 885 para R$ 896.

Segundo o Valor Econômico, integrantes do governo sinalizaram a parlamentares que o auxílio do governo pode ser prorrogado até dezembro no valor de R$ 250. Com a decisão, o presidente Jair Bolsonaro chegaria a um meio termo entre os R$ 200 defendidos pelo ministro Paulo Guedes (Economia), e os R$ 300 sugeridos pela ala política do governo.

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