clique para ir para a página principal

Presidente do BC afirma que medidas tomadas na pandemia garantem impulso até dezembro

Atualizado em -

Presidente do BC afirma que medidas tomadas na pandemia garantem impulso até dezembro Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
► Expectativa de inflação dos consumidores atinge mínima histórica► Omega compra parque eólico na Bahia e anuncia oferta de ações que pode levantar até R$ 877 milhões

Em participação em evento virtual do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, falou das medidas do governo frente ao coronavírus e sobre a transferência de recursos do BC ao Tesouro. Segundo ele, as ações na pandemia foram suficientes para impulsionar a economia até o fim do ano.

“Quando a gente olha as medidas adotadas pelo governo como o auxílio emergencial a gente consegue um impulso grande indo até dezembro. O que a gente precisa agora ao longo desse caminho é ganhar credibilidade para que a economia pegue no tranco e que a gente gere esse movimento positivo a partir de dezembro”, afirmou.

Em relação à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá se os ganhos da reserva do BC podem ser transferidos para o Tesouro, Campos disse não ser contrário ao processo, mas pontuou que isso deve ser feito "com cuidado, para não caracterizar um financiamento". De acordo com O Estado de S. Paulo, o ministro Paulo Guedes (Economia) estaria disposto a resgatar R$ 400 bilhões deste total com o intuito do abatimento da dívida pública. Essa possibilidade de repasse ao Tesouro deve ser avaliada já no próximo encontro ordinário do CMN, marcado para a próxima quinta-feira, 27.

"É importante entender que quando você tem uma reserva que é financiada por dívida, é como se tivesse olhando uma empresa que, de um lado, tem uma dívida que você emitiu, e do outro lado você tem os dólares. Então, quando você vende os dólares, sobra para a dívida que você contraiu inicialmente para comprar aqueles dólares", explicou Campos Neto.

Nota de R$ 200

Campos também comentou sobre a nota de R$ 200, cujo lançamento está previsto para o fim deste mês. Para ele, a nova cédula não trará impactos sobre a inflação e nem vai favorecer a corrupção. "É consenso entre os economistas que a nota de R$ 200 não tem impacto na inflação. A melhor forma de combater a corrupção é a digitalização. Achamos que a digitalização é algo que vai continuar", afirmou.

O presidente da instituição monetária reconheceu, no entanto, que a nota está na contramão do BC, que preconiza o avanço da digitalização nos meios de pagamento. Ele ponderou, apenas, que o lançamento da nota ocorrerá em função de "circunstâncias do momento".

Entre essas circunstâncias, ele citou mais parcelas do auxílio emergencial estarem sendo pagas e o "entesouramento" de dinheiro pelas famílias na pandemia.

Como terceiro fator, ele disse que alguns bancos optaram por manter as cédulas em suas estruturas, e não nos cofres do BC, por questão de custo.

"O dinheiro começou a voltar ao menos para o BC, porque a taxa de custódia ficou baixa", disse.

Relacionados:

► Expectativa de inflação dos consumidores atinge mínima histórica► Omega compra parque eólico na Bahia e anuncia oferta de ações que pode levantar até R$ 877 milhões

Leia mais: