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Contas do governo registraram rombo superior a R$ 500 bi até julho

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Contas do governo registraram rombo superior a R$ 500 bi até julho Foto: Freepik
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A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta sexta-feira (28) que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 505,187 bilhões de janeiro a julho deste ano. Este é o pior resultado para este período desde o início da série histórica, em 1997.

No ano anterior, 2019, o rombo para o período de janeiro até julho foi de R$ 35,245 bilhões.

Somente em julho, o déficit foi de R$ 87,835 bilhões. O resultado, entretanto, foi melhor do que era esperado pelo mercado. Analistas consultados pela Reuters previam um déficit de R$ 96,785 bilhões.

Os principais motivos para o déficit nas contas do governo são o aumento nas despesas causado pelas medidas associadas ao combate à crise causada pela pandemia do Covid-19 e a queda na arrecadação.

A receita líquida teve redução de 14,6%, enquanto a despesa do governo aumentou 45% até julho deste ano. Só o auxílio emergencial chegou a gerar uma despesa de R$ 45,9 bilhões.

A última projeção do governo avalia que o déficit de 2020 pode chegar a R$ 787,4 bilhões, próximo a 11% do Produto Interno Bruno (PIB).

Teto de gastos

O Tesouro ressaltou ainda que deve haver uma retomada dos esforços de consolidação fiscal e que é necessário respeito à regra do teto de gastos.

“A simples perda de credibilidade do processo de consolidação fiscal faria com que as taxas de juros aumentassem e que os investimentos privados diminuíssem, o que prejudicaria o crescimento econômico do país e reduziria a renda e a geração de empregos”, disse.

Para manter o teto de pé, o governo tem defendido as propostas de emenda à Constituição (PECs) do pacto federativo, da emergência fiscal e dos fundos públicos, que autorizam o congelamento de contratações no serviço público e o corte de jornada e de salário dos servidores.

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