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Facebook anuncia que vai bloquear novos anúncios políticos na semana final das eleições dos EUA

Atualizado em -

Facebook anuncia que vai bloquear novos anúncios políticos na semana final das eleições dos EUA Justin Sullivan / AFP
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Faltando 61 dias para a eleição presidencial nos EUA, o Facebook aumentou os esforços na tentativa de nivelar a corrida à Casa Braca e evitar que sua plataforma seja usada para manipular o voto dos eleitores americanos.

Nesta quinta, o CEO Mark Zuckerberg anunciou uma série de novas medidas, incluindo a notícia de que a empresa vai bloquear novos anúncios políticos na última semana da corrida eleitoral - propagandas para incentivar as pessoas a votar serão permitidas. A medida foi tomada na tentativa de conter o compartilhamento de informações incorretas e o risco de tornar viral conteúdos prejudiciais no período eleitoral.

"Todos nós temos a responsabilidade de proteger nossa democracia. Isso significa ajudar as pessoas a se registrar e votar, esclarecendo a confusão sobre como essa eleição vai funcionar e tomando medidas para reduzir as chances de violência e agitação", postou Zuckerberg em suas redes sociais.

Outra medida anunciada é a disponibilização de um Centro de Informação ao Eleitor - com informações sobre o voto, prazos e guias sobre como votar pelo correio e outros detalhes - no alto das páginas do Facebook e Instagram diariamente até o dia da eleição.

Ontem, Mark Zuckerberg e a esposa Priscilla Chen já tinham anunciado uma doação de US$ 300 milhões para organizações dedicadas a garantir a realização de eleições seguras nos EUA no cenário de pandemia da Covid-19.

"Já reforçamos nossa aplicação contra milícias, redes de conspiração como QAnon, e outros grupos que poderiam ser usados para organizar violência ou agitação civil no período após as eleições. Já removemos milhares destes grupos e removemos ainda mais de estar incluídos nas nossas recomendações e resultados de pesquisa. Continuaremos a aumentar a aplicação contra estes grupos nas próximas semanas", afirmou Zuckerberg.

Nesta semana, o Facebook retirou do ar uma rede com 13 contas e 2 páginas que compartilhavam afirmações enganosas sobre candidatos políticos. A empresa explica que é difícil combater esse problema, que remonta a anos anteriores em outras eleições americanas, mas afirma estar investindo cada vez mais em ferramentas de segurança para cuidar do problema.

No Brasil

Desde a última terça-feira (1º), a Justiça Eleitoral brasileira iniciou a transmissão de uma nova campanha na tentativa de conscientizar os brasileiros sobre a importância de não repassar notícias falsas. A proposta é destacar o impacto negativo desse tipo de atitude no processo democrático em pleno ano de eleições municipais.

Usando a mensagem "se for fake news, não transmita", a campanha já está sendo veiculada no rádio, na televisão, na internet e em redes sociais do TSE.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, deu declarações enfatizando a preocupação da Justiça Eleitoral com campanhas de desinformação, difamação e ódio na internet. Para Barroso, "as mídias sociais, as plataformas de internet, os veículos de imprensa e a própria sociedade são os principais atores no enfrentamento da desinformação" uma vez que a Justiça Eleitoral tem um papel importante, porém residual, no enfrentamento das fake news, segundo sua avaliação.

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