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Passagem aérea no brasil tem queda de preço histórica no segundo trimestre do ano

Atualizado em -

Passagem aérea no brasil tem queda de preço histórica no segundo trimestre do ano Foto: Freepik
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A pandemia causou queda de 34,3% nos preços das passagens aéreas no Brasil no segundo trimestre do ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior, é o que mostra dados divulgados pela Agência Nacional de Avião Civil (ANAC).

A tarifa média doméstica ficou em R$ 294,2 entre abril e junho, ante R$ 448,65 no mesmo período do ano passado. É a maior redução nos preços registrada para o segundo trimestre desde a crise de 2009.

Segundo a ANAC, 12,6% das passagens foram vendidas com tarifas abaixo de R$ 100 e 56,9% abaixo de R$ 300. Passagens acima de R$ 1.500 representaram apenas 0,9% do total.

A Latam foi a companhia que registrou maior queda na tarifa, 38,9%. A Gol e a Azul registraram queda de 36,7% e 25,5%, respectivamente.

O setor aéreo vem sendo atingindo desde o começo da pandemia no Brasil, em março, quando as companhias começaram a reduzir a oferta de voos e diminuir a quantidade de funcionários. Na época, a Latam diminuiu sua oferta de voos de 90,2%, Gol em 89,9% e Azul em 81,4%.

Combustível também ficou mais barato

O querosene de avião, que representa quase um terço dos custos e despesas operacionais no transporte, caiu 37%, o que teria ajudado a companhias em dificuldade.

Mercado internacional

No mercado internacional, a queda do preço das passagens foi ainda maior, de 94,5%.

Ajuda do governo

O governo vem discutindo formas de ajudar empresas aéreas a enfrentar este momento de crise. Há, em negociação, um plano de socorro desenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, o BNDES vai atuar em parceria com o mercado e os bancos privados nessa linha de crédito.

"O BNDES entra com 60% desse valor, 30% eles vão levantar com a emissão de títulos no mercado e 10% vão vir com os bancos privados", explicou.

Na semana passada, o presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou em entrevista à Reuters, que a companhia pode abrir mão do pacote de socorro que está sendo desenvolvido

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