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Bolsonaro pede a comerciantes para conter a alta do arroz; governo estuda medidas

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Bolsonaro pede a comerciantes para conter a alta do arroz; governo estuda medidas Foto: Marcos Corrêa/PR
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O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira (8) a donos de supermercados para segurar a alta do preço do arroz e afirmou que o governo estuda medidas para conter à disparada nos preços de alimentos.

“Tenho apelado para eles, ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada, não existe tabelamento, mas estou pedindo a eles que o lucro desses produtos essenciais no supermercado seja próximo de zero. Sei que outras medidas estão sendo tomadas pelo ministro da Economia, bem como pela ministra Teresa Cristina (da Agricultura) para nós embasarmos então a resposta a esses preços que dispararam nos supermercados”, afirmou o presidente, sem dar detalhes.

Pela manhã, Teresa Cristina foi questionada por uma youtuber de 10 anos de idade sobre o tema.

“O arroz não vai faltar; agora ele tá alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser vamos ter uma supersafra ano que vem”, garantiu Teresa Cristina.

Além do arroz, os preços do feijão e carne também subiram nos últimos meses. Entre as explicações para ocorrido estão as mudanças de consumo na pandemia e o dólar alto.

A inflação oficial no país até julho é de 0,46%. Mas uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que o custo da cesta básica já subiu bem mais do que a inflação em 16 capitais.

Na semana passada, Bolsonaro já havia pedido "patriotismo" aos supermercados para segurar os preços de itens da cesta básica.

"Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro", disse ele, na ocasião.

Em resposta, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) informou que os aumentos são "provenientes dos fornecedores de alimentos, que são provenientes de variáveis mercadológicas como maior exportação, câmbio e quebra de produção".

Supermercados

As redes de supermercados vêm travando uma queda de braço de mais de 15 dias com fornecedores e devem comprar apenas o necessário em São Paulo.

Segundo o presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), Eduardo Terra, os supermercados têm represado suas compras e vendido seus estoques para tentar negociar preços menores.

Os aumentos de preços dos alimentos neste momento ocorrem sobretudo por causa da desvalorização do real em relação ao dólar, que baliza os preços desses produtos no mercado internacional. Esse movimento também é impulsionado pela forte demanda externa por alimentos, sobretudo por parte da China.

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