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Vacina da AstraZeneca e Oxford tem testes suspensos; Pfizer recruta voluntários para testes no Brasil

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Vacina da AstraZeneca e Oxford tem testes suspensos; Pfizer recruta voluntários para testes no Brasil Freepik
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Após a suspeita de reações adversas provocadas pelo imunizante usado, a farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes de sua candidata à vacina contra a Covid-19. A universidade britânica de Oxford e a AstraZeneca desenvolvem em conjunto uma vacina que já conta com testes em etapas bastante avançadas, incluindo a participação de milhares de voluntários brasileiros. Depois que a informação se tornou pública, as ações da companhia caíram mais de 6% no pregão da bolsa de Nova York (NYSE).

O Brasil participa do desenvolvimento da vacina através de uma parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). "Esse é um processo de rotina que precisa acontecer conforme seja detectados potenciais problemas em um dos braços de teste", informou, em nota, a AstraZeneca.

O cronograma de conclusão do estudo deve ser impactado por conta da pausa nos testes. A farmacêutica informou estar trabalhando para "revisar o evento encontrado e minimizar qualquer potencial impacto no cronograma".

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que a decisão de pausar os estudos veio do laboratório, que comunicou os países participantes das pesquisas. No entanto, a agência brasileira aguarda mais informações para fazer um pronunciamento oficial.

Em junho, o Ministério da Saúde chegou a anunciar a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões. A previsão inicial era que um primeiro lote da vacina pudesse ser produzido pela Bio-Manguinhos (laboratório da Fiocruz) já em dezembro.

Em reunião ministerial nesta terça-feira (08), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a intenção do governo brasileiro é começar a vacinar a população a partir de janeiro do próximo ano.

"A gente está fazendo os contratos com quem está fazendo a vacina e a previsão é que essa vacina chegue para nós a partir de janeiro. Em janeiro do ano que vem, a gente começa a vacinar todo mundo", disse Pazuello.

Pfizer recruta voluntários para testar vacina no Brasil

Já a Pfizer, que desenvolve uma vacina contra a Covid-19 em parceria com a alemã BioNTech, anunciou o aumento no número de voluntários brasileiros para os testes. A empresa iniciou com o governo brasileiro um plano para o fornecimento em larga escala.

"Já tínhamos mil e agora são 1.700 voluntários, que já estão sendo incluídos com a previsão de completar esse recrutamento até o final de setembro. Com isso, seguiríamos com dados para apresentar para autoridades regulatórias entre final de outubro e começo de novembro", confirmou a diretora médica da empresa no Brasil, Marjorie Dulcini, em entrevista à CNN Brasil.

Marjorie explicou que as negociações com o governo Bolsonaro são feitas em paralelo com os testes da vacina. De acordo com a diretora médica, a empresa já apresentou uma proposta para o Ministério da Saúde: "Foi feita uma proposta de fornecimento de doses em agosto, e estamos aguardando uma resposta do governo".

Leia a íntegra da nota divulgada pela AstraZeneca:

"Como parte dos testes globais em andamento, randomizados e controlados da vacina de Oxford contra o coronavírus, nosso processo de revisão padrão desencadeou uma pausa na vacinação para permitir a revisão dos dados de segurança.

Esta é uma ação rotineira que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em 1 dos testes enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos testes.

Estamos trabalhando para acelerar a revisão do evento único para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do teste.

Estamos comprometidos com a segurança de nossos participantes e os mais altos padrões de conduta em nossos testes".

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