clique para ir para a página principal

Como saber se um ativo é renda fixa e não variável?

Atualizado em -

Como saber se um ativo é renda fixa e não variável? Freepik
► Guedes diz que reforma administrativa trará economia de R$ 300 bi em 10 anos► Fundos de renda fixa batem recorde do ano e captam R$ 44,5 bi em agosto

Você sabe realmente qual a diferença de um para o outro? Quais tipos de investimentos se enquadram em cada uma das duas categorias? Já tentou explicar para algum amigo e viu no rosto dele a expressão de que não está entendendo muito bem? Então, vamos deixar claro de vez quais são as características de produtos com renda fixa.

Ao contrário da renda variável, os ativos de renda fixa contam, obrigatoriamente, com um prazo de vencimento. Existe variação na liquidez de cada ativo, com papéis que podem ter liquidez diária ou prazos mais longos – que variam entre 6 meses há alguns anos.

Entretanto, a principal característica das operações de renda fixa é que elas têm um fluxo de pagamentos certo e sua rentabilidade é pactuada entre as partes. Esses investimentos funcionam como um empréstimo do dinheiro do investidor ao emissor. Portanto, o emissor remunera os compradores do título com juros sobre o valor emprestado.

As operações de renda fixa podem ser divididas em três categorias. As prefixadas, quando se conhece o valor futuro da operação. Ex: um investidor pode aplicar em um Título Público (Tesouro Direto) cuja taxa de juros que remunera o capital investido é de 4,05% ao ano.

Também existem as operações de renda fixa pós-fixadas. Nestas, o investidor sabe qual é o indexador que determinará o valor futuro do investimento. Entretanto, ele não sabe qual será na prática a taxa exata de juros. Ex: um CDB que remunera de acordo com a taxa básica de juros Selic acumulada. Ou seja, o retorno vai variar acompanhando a Selic.

Um outro tipo de negociação de renda fixa é a híbrida, na qual possui uma parte prefixada e outra pós-fixada. Exemplo clássico deste tipo são os títulos públicos chamados de Tesouro IPCA (ou NTN-B). Estes papéis podem oferecer a quem investe uma remuneração real de 2%, por exemplo, mais a variação do índice de inflação IPCA ocorrido no período do investimento.

Vale ressaltar que nem todo título de renda fixa é um título público (com emissão feita pelo governo). Existem também títulos privados, emitidos por bancos ou empresas não-financeiras (como debêntures, CDBs, FIDCs, LCI, LCA, dentre outros).

Importante: tanto títulos públicos como privados expõem investidores a algum nível de incerteza quanto ao recebimento. Como forma de mitigar possíveis surpresas indesejáveis, agências de classificação de risco de crédito (rating) fazem avaliações detalhadas dos títulos e também das instituições emissoras (empresas, governo, etc) para verificar a probabilidade de um calote no pagamento de juros aos investidores.

Quais índices são aplicados como referência para investimentos em renda fixa?

Assim como no mercado de ações os investidores consideram o Índice Bovespa como uma referência para avaliar o desempenho das ações, ou de carteiras de ações, na renda fixa também há os chamados benchmarks, ou índices de referência.

CDI A taxa do CDI é uma taxa de juros que remunera operações de empréstimos por um dia entre bancos quando não há garantias de títulos públicos. Essa taxa é uma referência (benchmark) para as aplicações em renda fixa. É comum encontrar no mercado aplicações que oferecem rentabilidades atreladas ao CDI, por exemplo, 85% do CDI, ou CDI + 5%, etc.

Selic As operações de empréstimos por um dia entre bancos que têm como garantia títulos públicos são as chamadas operações compromissadas. Cada uma dessas operações dá origem a uma taxa de juros. A média dessas taxas de juros, calculada pelo Banco Central, é chamada de Selic efetiva.

Embora não seja comum ver aplicações no mercado pagando um percentual da Selic, a taxa Selic efetiva é referência para um importante título público, a LFT ou Tesouro Selic. Esse título é corrigido diariamente e seu valor está atrelado ao movimento da taxa Selic efetiva diária.

Índices Anbima

IMA Geral: índice que mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos públicos. Esse índice pode ser usado por investidores que montem carteiras com vários tipos de títulos públicos para comparar sua rentabilidade com a da carteira-referência do IMA.

Do IMA Geral se originam outros subíndices mais específicos:

IRF-M: índice de referência que mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos.

IMA-B: índice de referência que mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos indexados à inflação (NTN-B).

IMA-C: índice de referência que mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos indexados ao índice de inflação

IGP-M (NTN-C): As NTN-C são títulos que não existem mais para serem comprados diretamente via Tesouro Direto. Elas são negociadas apenas no mercado secundário, ou seja, entre instituições e investidores que detém títulos que ainda não venceram.

IMA-S: índice de referência que mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos indexados à taxa Selic (LFT).

Relacionados:

► Guedes diz que reforma administrativa trará economia de R$ 300 bi em 10 anos► Fundos de renda fixa batem recorde do ano e captam R$ 44,5 bi em agosto

Leia mais: