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Fundos de renda fixa batem recorde do ano e captam R$ 44,5 bi em agosto

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Fundos de renda fixa batem recorde do ano e captam R$ 44,5 bi em agosto Freepik
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Os fundos de renda fixa registraram em agosto a melhor captação líquida mensal positiva de 2020, totalizando R$ 44,5 bilhões. Segundo boletim divulgado pela Anbima, que representa o mercado de capitais e de investimentos, o montante é superior, inclusive, aos meses de janeiro e fevereiro, precedentes ao impacto da pandemia do novo coronavírus.

A classe de renda fixa correspondeu a 67% do total captado pela indústria no mês, que foi de R$ 66,5 bilhões – diferença entre os R$ 728,6 bilhões aplicados e R$ 662,1 bilhões sacados pelos investidores no período. No ano, os fundos ainda mantêm resgates líquidos de R$ 4 bilhões.

O melhor resultado ficou com o tipo renda fixa baixo soberano, com entradas de R$ 25,4 bilhões (mensal) e R$ 140,5 bilhões (anual).

"Desde maio, a classe de renda fixa dá indícios de recuperação. Os movimentos de agosto só confirmam o previsto: os efeitos da crise estão se atenuando e teremos uma retomada gradual e, o mais importante, consistente", afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima.

Já os fundos multimercados receberam R$ 17,1 bilhões em agosto e respondem pela maior captação líquida em 2020, com R$ 71 bilhões. Os fundos de ações registraram a entrada de R$ 4,4 bilhões no mês passado, e um total de R$ 61 bilhões desde janeiro. Segundo o levantamento divulgado pela Anbima, essas duas classes registraram um fluxo melhor do que o observado no mesmo período de 2019.

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Fundos de renda fixa

Por regulamentação, um fundo de investimentos de renda fixa tem a maior parte da sua carteira formada por ativos financeiros de renda fixa (pelo menos 80% do total) e o restante em outras categorias como, por exemplo, derivativos.

Podemos citar como ativos de renda fixa no Brasil: Tesouro Direto, Debêntures, CDBs, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Quem busca investir nestes tipos de ativos deseja minimizar os riscos e gerar uma maior previsibilidade de rentabilidade na sua carteira. De forma simplificada, quem compra esses títulos está "emprestando" dinheiro, em troca do recebimento de juros no futuro.

No entanto, é importante ressaltar que os fundos de renda fixa não têm rentabilidade garantida ou sempre positiva. Embora os riscos sejam menores do que os fundos multimercados ou de ações, existem possibilidades de perda. Pense na hipótese de uma empresa que decida não pagar os juros de debêntures, por exemplo, compradas por um fundo. Neste caso, o administrador do fundo precisará fazer os ajustes e contabilizar a perda na carteira. Como consequência deverá haver impacto no valor das cotas negociadas por este fundo de renda fixa.

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