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Pedidos de seguro-desemprego caem em agosto; governo está otimista com a recuperação da economia

Atualizado em -

Pedidos de seguro-desemprego caem em agosto; governo está otimista com a recuperação da economia Foto: Marcelo Casa Jr/Agência Brasil
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O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira (10) que as solicitações de seguro-desemprego no Brasil chegaram a 463.835 em agosto. Se comparado a julho deste ano, o número representa uma queda de 18,7%, quando foram registrados 570.602 pedidos. Em relação a agosto do ano passado, houve uma redução de 18,2%, totalizando 567.069 requerimentos.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE) está otimista com a atividade de junho e julho, que mostra rápida recuperação da economia, com o desempenho de indústria e comércio confirmando a retomada em V.

Segundo a pasta, os resultados positivos podem ser explicados pelas medidas adotadas pelo governo federal, como a de proteção ao emprego formal e a concessão do auxílio emergencial em meio à pandemia de coronavírus. Contudo, a SPE reforçou que, apesar dos dados positivos, é necessário retomar a agenda de reformas e consolidação fiscal, para que a recuperação pujante da economia seja firmada.

“Mesmo com esses bons resultados, que tem inclusive melhorado as projeções para uma recessão menor do que a projetada em 2020, convém ressaltar a necessidade da retomada da agenda de reformas e consolidação fiscal. Reiteramos que o diagnóstico do baixo crescimento da economia brasileira é a baixa produtividade, que decorre da má alocação de recursos. Desse modo, o caminho que resulta em elevação do bem estar dos brasileiros é adotar as medidas que busquem a correção da má alocação por meio de incentivos à expansão do setor privado pelas vias de mercado”, diz o comunicado.

Desemprego

Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, através de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (PNAD Covid19), que 12,3 milhões de brasileiros estavam desempregados em julho.

Os dados divulgados mostraram alta de 3,7% em comparação com junho, o que representa 438 mil pessoas a mais sem emprego no país.

Segundo a pesquisa, o Centro-Oeste foi a única região que mostrou queda da população desocupada (-3,8%), enquanto Norte (5,4%) e Sudeste (5,3%) apresentaram as maiores variações.

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