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Guedes afirma que distorção da imprensa e "barulheira" põe fim ao Renda Brasil

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Guedes afirma que distorção da imprensa e "barulheira" põe fim ao Renda Brasil Foto: Alan Santos PR/Agência Brasil
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, se manifestou sobre a afirmação desta manhã de terça-feira (15) do presidente Jair Bolsonaro de que daria um “cartão vermelho” a quem estivesse propondo congelamento ou cancelamento de benefícios para financiar o Renda Brasil.

Guedes disse que foi distorcida a informação sobre a criação do programa Renda Brasil, minimizou o episódio e chamou de "barulheira" as discordâncias entre o presidente e integrantes da equipe econômica.

"Como todos jornais deram isso hoje, que o presidente vai tirar dinheiro dos idosos, frágeis e vulneráveis para passar aos paupérrimos, o presidente repetiu o que tinha dito antes. E levantou um cartão vermelho, que não foi para mim. Conversei com o presidente hoje cedo. Lamentei muito essa interpretação", disse Guedes durante o evento Painel Telebrasil 2020.

O ministro aproveitou e falou sobre a questão do auxílio emergencial, contou que o governo estuda formas de fazer uma "aterrisagem" após o fim do benefício e defendeu medidas de desindexação.

"Se desindexarmos todos os gastos do governo, há uma parte que pega os mais vulneráveis, idosos, BPC [Benefício de Prestação Continuada]. Fala assim, 'o governo está tirando dos idosos e mais frágeis para fazer o Renda Brasil'. Isso é uma ilação. Não é isso que está no pacto federativo, era uma desindexação de todos os gastos, não dos mais pobres", disse o ministro.

Preço do arroz

O ministro falou também sobre o preço do arroz, que acumula alta de 19,2% no ano. Para o Guedes, o valor se deu porque a condição de vida dos mais pobres está melhorando.

"A pauta de consumo dos mais vulneráveis e dos mais frágeis é justamente a alimentação e a construção da casa própria. Então está havendo um boom da construção na baixa renda e nos supermercados. Os mais pobres estão comprando, estão indo no supermercado, estão comprando material de construção. Então, na verdade, isso é um sinal de que eles estão melhorando a condição de vida. O preço do arroz está subindo porque eles estão comprando mais – está todo mundo comprando mais. Além disso, tem as exportações e subiu o dólar também”, justificou o ministro da Economia.

O chefe da pasta econômica do governo disse que a alta dos preços é temporária e que está vindo uma supersafra de arroz em janeiro.

“Isso reflete um aquecimento de demanda e ali na frente se dissolve”, minimizou Guedes.

Cartão Vermelho

A indignação de Bolsonaro foi divulgada em um vídeo nas redes sociais. Com jornais nas mãos, o presidente mostrou as manchetes de jornais que repercutiram a ideia que o governo teria de congelar aposentadorias. As reportagens fazem referência a uma entrevista concedida no último final de semana pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, que afirmou que uma das alternativas para viabilizar o Renda Brasil seria desvincular aposentadoria e pensões do salário mínimo e congelar os benefícios por dois anos.

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