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Investidores de fundos imobiliários chegam à marca de um milhão pela primeira vez

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Investidores de fundos imobiliários chegam à marca de um milhão pela primeira vez Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O boletim publicado pela B3 nesta terça-feira (15), referente aos dados do fechamento de agosto, informa que o número de investidores pessoas físicas em Fundos de Investimento Imobiliários (FII) chegou a inédita marca de 1 milhão de cotistas.

Para efeitos de comparação, há dez anos o segmento tinha apenas 20 mil investidores. No final de 2018, haviam 208 mil. E no final de 2019, a indústria totizou 645 mil.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a categoria cresceu acima da média da indústria de fundos, que registrou aumento de 6% no número total de contas no período.

"Os resultados do mercado como um todo refletem a busca por diversificação e rentabilidade. Com a indústria de fundos não foi diferente. Sem o tripé liquidez, segurança e rentabilidade, os investidores buscam produtos estratégias mais arrojadas, como é o caso dos fundos imobiliários, que mesclam renda fixa e variável", explica Carlos André, vice-presidente da Anbima.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, ressalta que, no caso dos Fundos Imobiliários, apesar da cobrança de Imposto de Renda (IR) de 20% na venda da cota se houver lucro, os dividendos mensais repassados para cada um dos portadores dos papéis são isentos de IR.

"Outro ponto importante das pessoas entenderem é que existem diversas classes neste universo de fundos. É muito difícil o investidor decidir sozinho em qual aplicar o seu dinheiro. Deve tomar muito cuidado ao fazer as escolhas sobre qual ativo vai colocar na carteira dele. Nos Fundos Imobiliários isso é mais delicado ainda. Existem alguns destes fundos que não contam com imóveis tão bons, por exemplo", aponta Milane.

A indústria de fundos imobiliários na B3 representa um mercado de R$ 105 bilhões, com um volume médio diário negociado, este ano, de R$ 214 milhões. Atualmente existem mais de 480 fundos imobiliários disponíveis no Brasil, dos quais 327 estão listados na bolsa. Apesar do crescimento dos FIIs, os números são bem inferiores ao mercado de ações, que geram um volume médio diário de negociações de R$ 29 bilhões.

Um dos motivos para a aumento substancial do número de investimentos em FIIs é a queda da taxa básica de juros (Selic), que reduziu o retorno de grande parte das aplicações de renda fixa. Apesar de serem ativos de renda variável, os fundos imobiliários têm menos volatilidade que ações e a maioria paga rendimentos mensais.

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