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Planalto quer reforma tributária aprovada pela Câmara em outubro

Atualizado em -

Planalto quer reforma tributária aprovada pela Câmara em outubro Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta quinta-feira (17) que governo trabalha para aprovar a reforma tributária na Câmara até o próximo dia 15 de outubro. As contribuições finais podem ser levadas ao Congresso já na semana que vem.

“O governo vai entregar ao Congresso as suas contribuições finais, e é para isso que nós estamos trabalhando agora, até o final de semana, e tentamos abrir a semana com isso decidido para que o Congresso tome decisões se vão ou não avançar nessas questões. Se não tem uma coisa, não tem outra”, declarou.

Segundo ele, o esforço visa buscar soluções que envolvem a desindexação de recursos para um programa de distribuição de renda, e também a aprovação de um novo imposto que possibilite a desonerações da folha de pagamento.

“É assim que temos que seguir daqui para frente com o pacote novo da reforma tributária, as novas medidas da reforma tributária que precisam ser entregues pelo governo”, disse Barros em live da Necton Investimentos.

Para o deputado, as frentes de negociação levam em conta a necessidade de não sinalizar ao mercado qualquer afrouxamento fiscal, motivo pelo qual trabalha-se com a compensação de medidas.

“Se não houver um novo imposto, não haverá a desoneração da folha, é simples assim. Se não houver a desindexação, não haverá recursos para o Renda Brasil.”

Simplifica Já

Em reunião ontem (16), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que representa as grandes capitais do país, decidiu apoiar o Simplifica Já como modelo da reforma tributária, em detrimento das propostas em discussão no Legislativo.

"Após os debates e avaliação de cenários e simulações das propostas já em tramitação no Congresso, prefeitas e prefeitos registram apoio ao modelo do Simplifica Já, em Emenda de autoria do senado Major Olímpio, pois preserva a autonomia municipal, simplifica imediatamente o sistema tributário nacional e garante a manutenção dos serviços públicos nas cidades", disse em carta fechada a entidade.

Renda Brasil

Na terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não haverá Renda Brasil em seu governo e que o Bolsa Família vai continuar.

"Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final", disse Bolsonaro em vídeo publicado em rede social.

Bolsonaro fez questão de enfatizar que congelar aposentadorias, cortar auxílio para idosos e pobres com deficiência é "um devaneio de alguém que está desconectado com a realidade".

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