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CNC: Empresário do comércio tem alta recorde de confiança em setembro

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CNC: Empresário do comércio tem alta recorde de confiança em setembro Freepik
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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou novo balanço do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). Em setembro, o indicador registrou alta de 14,4% comparado ao mês anterior. Iniciada em abril de 2011, é a maior alta da série histórica da pesquisa.

Na comparação com agosto, todos os componentes do índice tiveram altas. Os dados apontam que as condições atuais do empresariado subiram 42,1%, aumento no momento atual econômico puxado principalmente pelo componente de confiança (com alta de 65,6%).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o esperado é que a flexibilização das medidas de distanciamento social sustente a retomada da atividade econômica no terceiro trimestre deste ano.

"O volume de vendas do comércio tem apresentado crescimento nos últimos meses, impulsionado pela reabertura das lojas do varejo não essencial, o que tem impactado na percepção cada vez mais otimista dos comerciantes", afirma Tadros.

No entanto, mesmo com a alta mensal recorde, o indicador chegou ao patamar de 91,6 pontos numa escala de zero a 200 pontos - ainda 23,1% abaixo do nível de setembro de 2019.

Fecomercio-SP aponta que prejuízo nas vendas deve chegar a R$ 170,1 bilhões

Segundo projeção realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o comércio varejista brasileiro deve registrar queda de 7,7% em 2020. O prejuízo é estimado em números absolutos é de R$ 170,1 bilhões. Os setores que tiveram operações restringidas, para conter a disseminação do coronavírus, devem responder por 92% da baixa nas vendas no ano.

De acordo com o levantamento, as atividades restringidas pela pandemia devem cair 22,6% em 2020, enquanto a baixa nos setores essenciais será bem mais branda (-0,8%). Também estima-se que apenas supermercados e farmácias cresçam neste ano. Caso não houvesse a expansão destes segmentos, o prejuízo total do varejo poderia chegar a R$ 243 bilhões.

As previsões foram realizadas de acordo com dados apurados de janeiro a junho deste ano pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, e pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), organizada pela Fecomércio-SP, e levaram em conta o pagamento do auxílio emergencial do governo federal até o mês de setembro.

Caso não ocorresse a distribuição do auxílio emergencial, a análise indica que as vendas no varejo em todo o país despencariam 14,6% em 2020.

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