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No fim de agosto, desemprego atingiu maior patamar dos últimos três meses

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No fim de agosto, desemprego atingiu maior patamar dos últimos três meses Foto: Reinaldo Canato
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A pandemia e a crise econômica vivida pelos brasileiros impactou fortemente a taxa de desemprego no país: na última semana de agosto, a taxa de desemprego chegou a 14,3%, aumento de 1,1 ponto percentual em relação à semana anterior, e chegou ao maior patamar desde o início da série feita pelo IBGE sobre a pandemia, no mês de maio.

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (18), a população desocupada na última semana de agosto era de 13,7 milhões de pessoas. Na semana anterior, esse número era de 12,6 milhões de pessoas.

“No início de maio, todo o mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, analisa Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa.

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Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, a população ocupada ficou em 82,2 milhões de pessoas na semana de 23 a 29 de agosto. Na semana anterior, o número era de 82,7 milhões. Os dados da última semana do mês mostram queda em relação ao início de agosto, quando 83,9 milhões de pessoas estavam ocupadas.

A pesquisa também analisou sintomas de saúde da população e o comportamento em relação às medidas de distanciamento social. Na última semana de agosto, o número de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal caiu: chegou a 11,3 milhões de pessoas ante 12,4 milhões na semana anterior.

O número de pessoas que ficou rigorosamente isolado na última semana de agosto caiu pela segunda semana seguida. Entre 23 e 29 de agosto, 38,9 milhões de pessoas seguiram essa medida de isolamento, uma queda de 6,5% em relação aos 41,6 milhões que estavam nessa situação na semana anterior.

“A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando o mercado de trabalho, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”, destaca Maria Lucia Vieira.

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