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Tempo médio de abertura de uma empresa no país foi de 2 dias e 21 horas entre maio e agosto

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Tempo médio de abertura de uma empresa no país foi de 2 dias e 21 horas entre maio e agosto Foto: Pexels
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O empresário que abriu uma empresa no Brasil entre os meses de maio e agosto levou, em média, 2 dias e 21 horas para conseguir iniciar o seu negócio. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (17), o tempo de abertura de empresas teve redução de 1 dia, queda de 25,8%, na comparação com os quatro primeiros meses do ano.

Segundo a pasta, a redução no tempo é resultado das medidas de simplificação decorrentes da Lei da Liberdade Econômica e da transformação digital. Em janeiro de 2019, a média do tempo de abertura de empresas era de 5 dias e 9 horas.

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Fonte: Ministério da Economia

Na análise dos estados, Goiás é tem o menor tempo de abertura de uma empresa: 1 dia e 1 hora entre maio e agosto, que representa queda de 11 horas (30,6%) em relação aos primeiros quatro meses do ano. O estado com o maior tempo de abertura de uma empresa é a Bahia, com 7 dias e 18 horas de tempo médio.

"A Estratégia de Governo Digital 2020-2022, que almeja a transformação digital do Estado, tem como premissa o cidadão no foco das decisões sobre políticas e serviços ofertados. Neste sentido, consta como iniciativa simplificar e agilizar a abertura, a alteração e a extinção de empresas no Brasil, de forma que esses procedimentos sejam realizados em até 1 dia", afirma o Ministério da Economia no boletim do Mapa de Empresas.

Ao final do 2º quadrimestre de 2020, o Brasil possuía 19.289.824 empresas ativas. Desse total, 45,94% atuam na área de serviços.

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Fonte: Ministério da Economia

Os dados da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital também mostram que foram abertas 1.114.233 empresas no segundo quadrimestre do ano, um aumento de 6,0% em relação ao quatro primeiros meses de 2020 e aumento de 2,0% quando comparado com o segundo quadrimestre de 2019. No mesmo período, foram fechadas 331.569 empresas, uma queda de 6,6% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020 e queda de 17,1% em relação ao mesmo período no ano anterior.

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Fonte: Ministério da Economia

Os números indicam que, mesmo com a pandemia do coronavírus e as medidas de isolamento social adotadas pelos estados, os empreendedores continuaram abrindo seus negócios entre maio e agosto, em maior volume do que nos primeiros quatro meses do ano. Além disso, apesar da crise econômica vivida pelo país por conta da doença, o fechamento das empresas foi menor do que no primeiro quadrimestre do ano.

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