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Mercado pet chega à bolsa e atrai interesse de investidores

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Mercado pet chega à bolsa e atrai interesse de investidores Crédito: Getty Images/iStockphoto
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Cuidar dos nossos animais de estimação nunca foi tão valorizado. Cada vez mais o mercado se ajusta para atender clientes mais exigentes, com inovação e um monte de produtos inusitados. São roupas de super-heróis, camas estampadas e até rações feitas à base de cereais. Tudo isso para atender a um mercado que há muito tempo é lucrativo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil é o segundo país na quantidade de pets, tendo mais cães e gatos do que crianças em seus lares. Os números de 2018 indicam a presença de 139,3 milhões desses animais. São 54,2 milhões de cães, 39,8 milhões de aves, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de outras espécies (répteis, anfíbios e pequenos mamíferos).

Apesar da pandemia provocada pelo coronavírus, a área de serviços e produtos para animais domésticos projeta um crescimento de 6,07% este ano, segundo dados do Instituto Pet Brasil (entidade que estimula o desenvolvimento de produtos e serviços para animais de estimação). Empresários do setor estão otimistas com a possibilidade de superar os R$ 35,4 bilhões de faturamento em comércio de animais, serviços gerais, veterinários e indústria pet que foram registrados em 2019.

Para o CEO e fundador da Petlove, Marcio Waldman, o setor faz tanto sucesso porque trabalha com o afeto das pessoas pelos animais ao oferecer produtos e serviços que geram bem-estar para os pets, causando certa admiração da população. Durante a pandemia, Waldman diz que houve um crescimento muito grande nas vendas online e um aumento na base de assinantes da empresa, chegando a mais de 240 mil assinaturas ativas no mês de agosto.

"Com o período de isolamento social, a Petlove vendeu mais de 527 mil rações secas, o que representa 50,40% do faturamento da empresa. Além disso, de abril a agosto, enviou mais de 11 mil toneladas de rações e produtos pet para todo o país. Outros setores do mercado pet tiveram impactos positivos durante o período, como o setor de adoções e atendimento veterinário", diz.

A joia da coroa para o setor aconteceu na sexta-feira (11). Impossível prever um dia melhor do que foi para a Petz (PETZ3) no seu IPO na bolsa de valores. Depois de garantir uma oferta inicial de R$ 3 bilhões, a varejista de produtos para animais de estimação valorizou e suas ações encerraram o primeiro dia de negociação subindo 21,82%.

A Petz já é uma empresa consolidada no país e vem crescendo 30% ao ano, o triplo da média do setor no Brasil. Segundo balanço divulgado no primeiro semestre de 2020, a rede varejista anunciou que seu lucro líquido foi de R$ 22,1 milhões, ante R$ 3,1 milhões em igual intervalo do ano passado.

Enquanto diversos setores da economia apresentaram retração em 2020, a Petz quadruplicou suas vendas online, resultado que a empresa só esperava alcançar em cinco anos.

"Após uma completa análise de seus indicadores de performance, a Petz entende que a crise provocada pela pandemia reforçou a essencialidade e a resiliência do segmento pet, além de ter acelerado as vendas totais da companhia, impulsionadas pelo canal digital. Os impactos causados pelo fechamento temporário de algumas unidades, além do isolamento social, não foram significativos para a continuidade do negócio", disse a empresa em comunicado ao mercado.

Para Waldman, a entrada da Petz na B3 não impacta os negócios da Petlove, pois a estratégia da companhia é criar a maior plataforma omnichannel (tendência do varejo que integra lojas físicas, virtuais e compradores aumentando a convergência de todos os canais utilizados por uma empresa) do mercado pet brasileiro. Entretanto, admite que isso é um movimento positivo e que amplifica o crescimento do mercado de animais de estimação.

Segundo o fundador da Petlove, a empresa não pretende seguir esse caminho e justifica:

"Alguns dos motivos que as empresas vão para o IPO são: para dar saída aos sócios ou para captar recursos financeiros. Atualmente, a Petlove não tem nenhuma dessas necessidades, pois estamos muito bem capitalizados, com dois aportes recentes, e temos sócios alinhados com o futuro da empresa e com visão de longo prazo", conclui.

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