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TST reajusta salários e determina fim da greve dos Correios

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TST reajusta salários e determina fim da greve dos Correios Foto: Vinicius Santa Rosa
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta segunda-feira (21) encerrar com a greve dos funcionários dos Correios, que acontece desde o dia 17 de agosto. Segundo a decisão, os empregados devem voltar ao trabalho já nesta terça-feira (22), sob pena de multa de R$ 100 mil por dia.

Os membros do tribunal alegaram que a greve não foi abusiva. Com isso, foi aprovado um reajuste de 2,6% para o funcionalismo. Os trabalhadores, no entanto, pediam uma reposição salarial de 5%.

Na sessão, a relatora do caso, Kátia Arruda, contestou os argumentos da presidência dos Correios sobre problemas financeiros e afirmou que a empresa apresentou lucro no primeiro trimestre deste ano e também durante a pandemia de coronavírus.

"Não houve uma negociação coletiva, já que a postura da empresa desde o início, incluindo nas esferas extrajudiciais, foi de absoluta resistência. Houve uma patente conduta negativista para negociar por parte da empresa, eu com trinta anos na justiça do trabalho jamais tinha vivenciado uma conduta assim", declarou.

Privatização

Na quarta-feira (16), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que cinco empresas estão interessadas na privatização dos Correios. Durante uma transmissão ao vivo, o ministro citou como exemplo o Magazine Luiza e a Amazon como parte do grupo de interessados.

“O importante é que já tem cinco players interessados. O Magalu é um deles, a Amazon, a DHL e FedEx. Já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios, então isso é importante, porque não teremos um processo de privatização vazio", disse o ministro.

Em pesquisa recente, a revista Exame divulgou que 40% dos brasileiros apoiam a venda da companhia, sendo que 14% se mostraram neutros e 37% contrários à venda da companhia. Sobre esses dados, o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, afirmou que a estatal foi prejudicada por sucessivas gestões incapazes de conduzi-la de maneira adequada, somado às sucessivas greves, que trouxeram impactos negativos em vários aspectos para os Correios.

"O processo já está em andamento. A consultoria contratada para realizar os estudos sobre a empresa entregará, até novembro deste ano, a primeira parte do trabalho. Essa fase dos estudos inclui, entre outras providências, o envio de proposta de projeto de lei ao Congresso", justificou em entrevista à Exame.

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