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Em discursos na ONU, Bolsonaro defende política ambiental brasileira e Trump ataca China

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Em discursos na ONU, Bolsonaro defende política ambiental brasileira e Trump ataca China Foto: Antonio Cruz | Agência Brasil
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A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começou nesta terça-feira (22) com um discurso contundente do presidente Jair Bolsonaro em defesa da política ambiental brasileira e das medidas adotadas pelo país durante a pandemia do coronavírus.

Bolsonaro iniciou seu discurso lamentando as mortes ocorridas por conta do vírus e reforçou o discurso de que, desde o início, defendeu que a doença e a economia fossem tratados simultaneamente.

“Nosso governo de forma arrojada implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior”, disse o presidente brasileiro.

Ao falar sobre as medidas adotadas, Bolsonaro deu destaque ao auxílio emergencial, aos recursos enviados para a saúde, ao socorro a empresas e à forma como o governo tentou compensar a perda de arrecadação de estados e municípios. O presidente também declarou que sua gestão deu assistência às famílias indígenas, estimulou o tratamento precoce da covid, destinou milhões para pesquisa, desenvolvimento e produção da vacina de Oxford no Brasil.

“O Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação”, destacou Bolsonaro.

O presidente também enfatizou que o agronegócio e a produção rural não pararam e afirmou que o Brasil "produziu para que o mundo continuasse alimentado".

Em meio às polêmicas envolvendo os incêndios que destróem o pantanal nos últimos dias e o aumento do desmatamento na Amazônia, Bolsonaro defendeu a política ambiental brasileira e disse que mantém a tolerânzia zero em ralação aos crimes ambientais. Para o presidente, o Brasil é vítima de uma campanha de desinformação.

"Somos vítimas de uma das mais brutais campanhas sobre a Amazônia e o Pantanal", afirmou o presidente.

No fim do discurso, Bolsonaro destacou que o Brasil defende os ideais da carta das nações unidas, mas declarou que a paz não pode estar dissociada da segurança e que a boa relação entre os países não pode estar separada da liberdade e soberania das nações.

Trump ataca a China

No discurso que fez na assembleia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a China ao chamar o coronavírus de "vírus chinês" e pedir que a ONU responsabilize a China por suas ações.

"O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde, que é controlada pela China, falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos. Depois, afirmaram falsamente que as pessoas sem sintomas não poderiam espalhar a doença. A ONU precisa responsabilizar a China pelas suas ações", disse Trump.

O presidente norte-americano, que iniciou campanha para tentar sua reeleição, destacou que a ONU deveria ter como prioridade assuntos como terrorismo, tráfico de drogas e de pessoas e perseguição religiosa. Trump também fez questão de lembrar que os Estados Unidos atuaram como intermediador do acordo entre Israel, os Emirados Árabes e o Bahrein e disse que seu país pretende apresentar novos acordos de paz em breve.

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