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Stone anuncia que vai emitir BDRs na B3, utilizando-os na negociação com a Linx

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Stone anuncia que vai emitir BDRs na B3, utilizando-os na negociação com a Linx Divulgação/Stone
► Entenda o que são BDRs► Stone anuncia acordo vinculante para unir-se a Linx e paga R$ 6,4 bilhões► Totvs acusa a Linx de retardar sua proposta de incorporação para favorecer a Stone

A Stone (STNE) comunicou a Linx (LINX3) que buscará obter registro de programa de BDRs Patrocinado Nível I. Essa manobra é um ajuste na negociação da oferta pela Linx e permite que os acionistas da empresa possam receber, além de dinheiro, BDRs da Stone como forma de pagamento.

No comunicado, a Stone afirmou ainda que é um dos primeiros programas de BDRs Patrocinado Nível I a serem formalizados após as recentes mudanças da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Às 13h, as ações da Linx na B3 caem 0,37% a R$ 34,80, enquanto as ações da Stone na Nasdaq sobem 0,57% a US$ 53,24.

Totvs

Segunda-feira (21), a Totvs (TOTS3) revelou que os conselheiros independentes da Linx não firmarão o protocolo de incorporação com a companhia por entenderem que a assinatura feriria o acordo de associação celebrado entre a Linx e a Stone.

Para a Totvs, a Linx estaria tentando retardar a proposta de incorporação para favorecer a Stone.

Manifestação da Linx sobre Comunicado TOTVS

A Linx respondeu o comunicado da Totvs, afirmando que não verificou no site da CVM qualquer divulgação da própria Linx sobre o assunto tratado. E, por isso, solicitam uma manifestação da Totvs sobre as informações citadas.

A Totvs deve responder essa solicitação até 23 de setembro de 2020 sujeita à multa cominatória no valor de R$ 1.000.

Entendendo a briga

Dia 11 de agosto, a Stone anunciou acordo vinculante para unir sua área de software com a Linx. Logo em seguida, a Totvs, empresa brasileira de software, apresentou uma proposta de combinação de negócios com a Linx.

No fato relevante divulgado pela Totvs, a companhia afirmava que a sua proposta melhor atende ao interesse do conjunto de acionistas da Linx, sem conflitos de interesses, benefícios particulares ou assimetria de tratamento. A empresa anunciou também que está convicta que a proposta gera maior valor na medida em que contempla uma parcela elevada em ações.

Se a transação não for concluída, a Stone deverá pagar à Linx multa de R$ 605 milhões, “caso a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a operação não seja obtida”, segundo fato relevante da Linx. Já se a Linx realizar uma operação concorrente, caso um terceiro apresente uma oferta melhor, ela terá de pagar à Stone multa equivalente.

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