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Ricardo Barros diz que alternativa para desoneração da folha ainda não está pronta

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Ricardo Barros diz que alternativa para desoneração da folha ainda não está pronta Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
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Em entrevista à CNN Brasil, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, falou que o Planalto ainda está estudando uma forma para desonerar a folha de pagamento de maneira ampla, medida que pode ser compensada pela criação de um novo imposto.

“O governo decidiu que quer desonerar a folha. Para fazer isso, o governo precisa substituir por um imposto e está sugerindo esse, que é um imposto de base ampla que todos pagam. Essa proposta não está pronta ainda. Tivemos reuniões técnicas hoje, teremos outra reunião amanhã às 14h30”, disse Barros.

Na terça-feira (23), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação desse novo tributo "alternativo" e afirmou que a equipe econômica está submetendo à apreciação dos líderes do Congresso contribuições para a Reforma Tributária.

"Queremos desonerar, queremos ajudar a criar emprego, facilitar a criação de empregos? Então vamos fazer um programa de substituição tributária. Da mesma forma, queremos criar renda? Sim (…) Descobrimos 38 milhões de brasileiros, que eram os invisíveis, temos que ajudar essa turma a ser reincorporada no mercado de trabalho, então temos que desonerar a folha, por isso que a gente precisa de tributos alternativos para desonerar a folha e ajudar a criar empregos", pontuou o ministro.

Já o presidente da comissão mista da Reforma Tributária, o senador Roberto Rocha, fez questão de esfriar os trâmites e ressaltou que o momento não é oportuno para uma discussão sobre uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

"É muito delicado esse assunto. Pode de algum modo contaminar a Reforma Tributária, porque não há ambiente político para discutir isso", alegou.

Guedes interrompido de falar

Ricardo Barros também comentou sobre a interrupção que ele e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, fizeram a uma fala do ministro Paulo Guedes.

Segundo ele, o fato ocorreu para evitar ruídos políticos, com anúncio de assuntos que ainda não são consenso no governo e na base.

"O que nós procuramos evitar agora é que se adiantem temas que ainda não estão em consenso que, com isso, se crie um ruído que atrapalha a articulação política", disse.

Apesar da crítica, Barros pontuou que Guedes é "o ministro mais forte do governo".

"Ele é o que tem a maior capacidade de induzir as decisões do governo. Até porque todos os ministérios querem gastar e ele tem que manter o rigor fiscal, o teto de gastos e orientar, portanto, essa condução de como o governo deve caminhar", argumentou o deputado.

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