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Secretário do Tesouro diz que reação do mercado a precatórios foi alerta; governo estuda "outras fontes"

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Secretário do Tesouro diz que reação do mercado a precatórios foi alerta; governo estuda "outras fontes" Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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Em entrevista para explicar o déficit primário de R$ 96,1 bilhões em agosto, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta terça-feira (29) que a alta do dólar e a queda da bolsa foram um alerta do mercado sobre as discussões em torno da fonte de financiamento do Renda Cidadã.

“O mercado já deu um alerta. Agentes econômicos em geral. Tanto a proposta quanto os sinais emitidos pelo mercado têm de ser levados em consideração no debate daqui em diante. Essa foi uma solução política apresentada. Agora, cabe a nós mostrar o que significa isso, qual a repercussão dessa medida", pontuou.

Funchal disse que o governo está estudando "outras fontes" para viabilizar o programa, sem dar mais detalhes.

"Outras fontes para financiar o programa estão sendo discutidas, e passa de novo por essa premissa de manter o teto de gastos. É importante a gente continuar em um processo de discussão. É dolorido, pois acaba tendo ruído, a expectativa é muito grande de como vão ser costuradas as discussões, mas é importante para amadurecer esse ponto, pois trazem aspectos positivos para emprego e renda, mas também para o social", declarou.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de utilizar precatórios como fonte para financiar o novo programa social, o secretário não quis emitir opinião e alegou que não viu o projeto do senador Marcio Bittar.

"Na verdade, vai ter que ser uma discussão jurídica. Não vi o texto, está muito no debate das ideias. Vamos ver o texto, vamos discutir juridicamente o entendimento em relação a isso. Tecnicamente, em termos econômicos, já deu sinais nos juros, câmbio, não reduz despesas", afirmou.

Em relação ao uso dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que vem sendo criticado por ser um "drible" ao teto de gastos, Funchal falou apenas que não há essa intenção por parte do governo. Contudo, voltou a dizer que não viu o detalhamento do projeto.

Bolsonaro reage

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro reagiu às críticas do mercado ao novo programa social do governo. Em suas redes sociais, Bolsonaro publicou mensagens sobre seu trabalho e defendeu a responsabilidade fiscal e o teto de gastos.

"A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da Economia. Estamos abertos a sugestões juntamente com os líderes partidários", escreveu o presidente no Twitter.

Na mesma publicação, Bolsonaro ainda afirmou que sua crescente popularidade tem incomodado.

"Minha crescente popularidade importuna adversários e grande parte da imprensa, que rotulam qualquer ação minha como eleitoreira. Se nada faço, sou omisso. Se faço, estou pensando em 2022", afirmou.

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