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FGV diz que Indicador de Incerteza da Economia caiu pela quinta vez consecutiva

Atualizado em -

FGV diz que Indicador de Incerteza da Economia caiu pela quinta vez consecutiva Foto: Nacho Doce/Reuters
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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou nesta quarta-feira (30) que o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) caiu 14,5 pontos em setembro, para 145,8 pontos, na quinta queda consecutiva do índice. Em médias móveis semestrais, o indicador recuou 3,6 pontos, após manter tendência de alta desde janeiro deste ano.

“Depois de uma preocupante desaceleração em agosto, a queda do IIE-Br voltou a acelerar em setembro. O resultado reflete a constatação pelos agentes de um retorno sólido das atividades econômicas e a continuidade do movimento de relaxamento de medidas de isolamento social impostas pela pandemia de covid-19. Apesar da melhora no mês, o indicador ainda está 9,0 pontos acima do nível máximo anterior a pandemia, alcançado em setembro de 2015. O resultado ainda incômodo ocorre sob influência majoritária da crise de saúde e seu impacto sobre a economia, com destaque para a piora da situação fiscal do país”, afirma Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV IBRE.

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                                                Fonte: FGV

Os dois componentes do Indicador de Incerteza apresentaram queda em setembro. O componente de Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa, recuou 13,5 pontos e chegou a 130 pontos.

Já o componente de Expectativas, baseado nas previsões dos analistas econômicos, caiu 12,6 pontos, indo para 190. Esta é a primeira vez que o indicador fica abaixo dos 200 pontos desde o início da pandemia.

“Os indicadores setoriais vêm sinalizando que a retomada da economia está acontecendo em etapas, o que ajudou a impulsionar a queda de dois dígitos entre julho e setembro do Componente de Expectativas. Apesar disso, a dispersão das previsões dos especialistas continua extremamente elevada, devido principalmente, às incertezas em torno da continuidade de recuperação após a retirada dos auxílios e da velocidade de recuperação do setor de Serviços, grande demandante de mão de obra na economia.”

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