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Ministério da Saúde espera ter 140 milhões de vacinas contra a Covid-19 no primeiro semestre de 2021

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Ministério da Saúde espera ter 140 milhões de vacinas contra a Covid-19 no primeiro semestre de 2021 Foto: Athit Perawongmetha/Reuters
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O Ministério da Saúde (MS) informou nesta quinta-feira (08) que espera ter 140 milhões de doses de vacina para combater o novo coronavírus disponíveis para utilização no primeiro semestre do ano que vem. Segundo o secretário executivo da pasta, Élcio Franco, as vacinas virão de duas fontes: uma do acordo fechado pelo Brasil com a iniciativa COVAX Facility, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e a outra com a AstraZeneca/Universidade de Oxford.

O governo não definiu como será elaborado o programa de vacinação, mas prevê o cadastro obrigatório de CPF das pessoas vacinadas para monitoramento de eventuais reações. Também está em desenvolvimento um modelo de certificado de imunização em PDF com dados em QRCode, que será possível salvar ou compartilhar o comprovante.

Além das vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, o Instituto Butantan também está produzindo uma em parceira com a empresa chinesa Sinovac Biotech.

Ontem, o médico Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan, participou do debate “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, promovido pelo portal UOL, e afirmou que a vacina chinesa para combater o novo coronavírus já deve começar a ser produzida ainda neste mês, assim que chegar o primeiro lote de matéria prima da China.

"Teremos uma vacina no final deste ano. A grande questão é se essa vacina estará aprovada ou não pela nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa aprovação depende dos resultados do estudo clínico, que está em andamento. Os resultados devem sair até a metade deste mês. Até 3 meses atrás não se falava do Brasil em termos de vacina, estávamos sendo considerados retardatários. A posição do Brasil hoje é de destaque mundial", pontuou Covas.

Ele criticou arduamente o Ministério da Saúde por não ter coordenado as secretarias estaduais no combate à Covid-19 e afirmou que não consegue formalizar um acordo com a pasta.

"Até este momento, o Butantan, que é o único cliente do Ministério da Saúde, não tem um acordo fechado para fornecer as vacinas para o ministério. Eu já encaminhei pela terceira vez um ofício para que a pasta se manifeste em relação a essa possibilidade, mas até esse momento não tivemos nenhuma negociação", declarou.

Devido à essa omissão, o médico disse que o governador de São Paulo, João Doria, tem sido motivado a se manifestar publicamente dizendo que "se a vacina não for incorporada pelo MS, ela será incorporada pelo estado".

"Na minha opinião, isso seria um tiro no nosso SUS. Se ocorrer só o fornecimento para alguns estados, e não para a totalidade dos brasileiros, nós estaríamos decretando o fim do SUS, já que a premissa do sistema é levar saúde para todos. Eu espero que haja um entendimento entre as instâncias federais. Nós não estamos trabalhando por ideologia ou por uma vacina ou outra. Nós estamos trabalhando para ter uma vacina com eficácia", criticou.

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