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Gol amplia malha aérea e espera fechar outubro com 500 voos diários

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Gol amplia malha aérea e espera fechar outubro com 500 voos diários Foto: Gol/Divulgação
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Após sofrer perdas causadas pela crise do coronavírus, a Gol (GOLL4) está fazendo a retomada da sua malha aérea e ampliou a oferta de voos para 400 por dia e pretende fechar o mês com 500 diários, 60% da programação registrada no mesmo período de 2019.

A companhia projeta ainda operar 93 dos seus 129 aviões este mês, além de retomar as atividades de mais três bases operacionais.

Em setembro, a Gol já tinha aumentado a oferta de voos para uma média de 270 por dia, um crescimento de 42% em comparação a agosto.

"Novamente em setembro a Gol observou um crescimento saudável da demanda por viagens entre os brasileiros. Essa tendência deve persistir daqui para frente, uma vez que as buscas e vendas de passagens continuam crescendo. Portanto, confiamos que esses ventos favoráveis nos levem a um novo aumento em nossa capacidade ao longo dos próximos meses", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, em nota.

Efeito coronavírus

As empresas de aviação foram duramente afetadas durante esse período de pandemia. Em março de 2020, a Gol anunciou redução de sua malha aérea para 50 voos diários entre o Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU) e 26 capitais.

Todas as operações regionais e internacionais regulares ficaram suspensas. Enquanto a oferta doméstica foi reduzida em 92%, a oferta internacional foi integralmente cortada.

Além disso, a empresa retirou cobranças e flexibilizou regras de alteração das datas de passagens para passageiros com voos previstos para esse período.

Fitch

A agência de classificação de risco Fitch subiu a nota de rating (crédito) global da empresa aérea Gol de "CCC-" para "CCC+". E o rating nacional foi elevado de "CCC"(bra) para "B-"(bra), com perspectiva estabilidade.

Segundo o relatório divulgado ontem, a agência considerou a redução do risco de refinanciamento de curto prazo da Gol após a companhia ter o pagamento de um empréstimo de US$ 300 milhões garantido pela Delta Airlines.

A Fitch informou que "considera o perfil de amortização da dívida da Gol mais administrável", levando em conta fatores como a melhora do mercado doméstico no Brasil (principal segmento da Gol), além de iniciativas de redução de custos.

Resultados do 2T20

A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 99,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu um prejuízo de R$ 282,5 milhões, ante lucro de R$ 814,6 em comparação com 2019.

No relatório divulgado, a empresa afirma que o retorno a todos os mercados, inclusive os regionais secundários, deve acontecer entre outubro e novembro.

Para o 3T20, a Gol espera manter os custos de pessoal reduzidos em até 40% do patamar pré-pandemia.

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