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Banco Mundial aprova auxílio de US$12 bi contra Covid; Rússia registra segunda vacina

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Banco Mundial aprova auxílio de US$12 bi contra Covid; Rússia registra segunda vacina Freepik
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O conselho executivo do Banco Mundial aprovou, nesta terça-feira (13), a destinação de US$ 12 bilhões em novos fundos para países em desenvolvimento com o propósito de financiar a compra e distribuição de vacinas para Covid-19, além de tratamentos e testes.

O banco informou também que o programa de financiamento incluirá apoio técnico aos países destinatários para que possam se preparar para a distribuição de vacinas em larga escala. De acordo com uma nota da instituição, a medida visa "apoiar a vacinação de até 1 bilhão de pessoas".

"Este pacote de financiamento ajuda a sinalizar para a indústria farmacêutica que os cidadãos dos países em desenvolvimento também precisam de acesso a vacinas seguras e eficazes contra a Covid-19", diz o comunicado.

A instituição financeira internacional já havia prometido fornecer aos países em desenvolvimento um total de US$ 160 bilhões em recursos, até junho de 2021, para ajudar no combate a pandemia do coronavírus.

Durante evento virtual realizado ontem o presidente do Banco Mundial, David Malpass, citou as ações promovidas pelos principais bancos centrais quanto ao crédito destinado para a recuperação econômica e afirmou que "as economias mais avançadas tiveram como apoiar a recuperação, mas nas menos avançadas não foi possível".

"O nosso foco é que pessoas nos países mais pobres não paguem pelo resto de suas vidas por dívidas contraídas antes da Covid", concluiu Malpass.

Rússia registra segunda vacina

O presidente Vladimir Putin informou nesta quarta-feira (14) que a Rússia concedeu aprovação para uma segunda vacina contra a Covid-19. Ainda na fase preliminar dos testes clínicos, o método de imunização (apelidado de EpiVakCorona) foi desenvolvido pelo Vector Institute na Sibéria.

Durante reunião com membros do governo russo, a vice primeira-ministra, Tatiana Golikova, afirmou que a vacina é caracterizada pela ausência de reações adversas ou colaterais e pelo "alto nível de segurança".

Vector Institute pretende começar a fase 3 de testes nos próximos meses, com 30 mil voluntários em diferentes regiões do país. No entanto, os resultados das fases 1 e 2 ainda não foram divulgados.

Johnson & Johnson suspende testes

Na segunda-feira (12) a americana Johnson & Johnson informou que decidiu pausar os testes de sua vacina depois de um dos participantes adoecer. A suspensão levantou dúvidas sobre o cronograma da vacina contra a Covid-19. Segundo a empresa, a saúde do paciente está sendo "analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados independente ENSEMBLE (DSMB), bem como pelos médicos clínicos e de segurança internos".

A pausa levou ao fechamento do sistema de inscrição online para participação no ensaio clínico de milhares de pacientes. A atual fase 3 do estudo da Johnson & Johnson começou a recrutar voluntários no final de setembro, com uma meta de inscrever até 60 mil participantes em mais de 200 localidades nos Estados Unidos e em outros países, incluindo o Brasil.

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