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Doria diz que Ministério da Saúde tem até dia 21 para dizer se quer a Coronavac

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Doria diz que Ministério da Saúde tem até dia 21 para dizer se quer a Coronavac Divulgação Governo do Estado de São Paulo
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Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (16), o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que a próxima quarta-feira (21) é a data limite para o Ministério da Saúde (MS) definir se a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, entrará no rol das vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde.

De acordo com Doria, na mesma data está marcada uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e também outro encontro com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O governador ressaltou que, seja qual for a posição do Ministério da Saúde sobre a inclusão da CoronaVac no PNI, o estado de São Paulo vai vacinar sua população com o medicamento.

“São Paulo vai vacinar e isso está garantido. É necessário dizer também que aqui em São Paulo a vacinação será obrigatória. Não é possível imaginar, no meio de uma pandemia, vacinar apenas alguns e não vacinar outros. O vírus continua se as pessoas não estão protegidas. O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina brasileira do Butantan juntamente com o laboratório Sinovac para que outros estados brasileiros possam também vacinar seus habitantes. São Paulo vai vacinar, já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros serão vacinados”, disse.

O médico Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan, participou no início do mês do debate “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, promovido pelo portal UOL, e afirmou que a vacina chinesa para combater o novo coronavírus já deve começar a ser produzida ainda neste mês.

Para o médico, o número de mortes pelo novo coronavírus teria sido menor se existisse uma coordenação pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, os estados brasileiros foram deixados para agir por conta própria, sendo que cada um deles têm uma política de combate à Covid-19.

"Isso ajudou muito o vírus. E isso pode ocorrer também em relação às vacinas. Até este momento, o Butantan, que é o único cliente do Ministério da Saúde, não tem um acordo fechado para fornecer as vacinas para o ministério. Eu já encaminhei pela terceira vez um ofício para que a pasta se manifeste em relação a essa possibilidade, mas até esse momento não tivemos nenhuma negociação", declarou.

Ele já havia alertado que, devido à omissão do MS, João Doria estaria pensando em incorporar a vacina no estado de São Paulo.

"Na minha opinião, isso seria um tiro no nosso Sistema Único de Saúde (SUS). Se ocorrer só o fornecimento para alguns estados, e não para a totalidade dos brasileiros, nós estaríamos decretando o fim do SUS, já que a premissa do sistema é levar saúde para todos. Eu espero que haja um entendimento entre as instâncias federais. Nós não estamos trabalhando por ideologia ou por uma vacina ou outra. Nós estamos trabalhando para ter uma vacina com eficácia", criticou na época.

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