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Secretário diz que governo estuda nova rodada de empréstimos para micro e pequenas empresas

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 Secretário diz que governo estuda nova rodada de empréstimos para micro e pequenas empresas Foto: Karime Xavier/Folhapress
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O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta sexta-feira (16) que a equipe econômica do governo pretende liberar uma nova rodada de crédito para micro e pequenas empresas através do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

"O governo está trabalhando intensamente para apoiar nossas micro e pequenas empresas. Já estamos trabalhando em um nova tranche [rodada] do Pronampe. Ainda existe dinheiro, não acabou ainda, mas assim que acabar queremos disponibilizar uma nova tranche. Não é por falta de recursos que o programa não atingiu um número maior de empresas", declarou.

Costa não deu uma previsão para o lançamento da terceira fase, disse apenas que "virá em breve" e com mais alavancagem (valor das garantias do Tesouro Nacional permitirá um volume maior de empréstimos). Ele também não informou quais serão as garantias disponibilizadas pelo governo ao programa e nem o montante que será liberado para novos empréstimos.

Apesar de os recursos das duas primeiras rodadas do Pronampe estarem praticamente esgotados, o Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) afirmou que apenas 15% das micro e pequenas empresas do país utilizaram a verba.

Em resposta à essa alegação, Costa diz que o estudo do Sebrae está "errado e defasado".

"A grande maioria das micro e pequenas empresas nem pediu crédito, entre as que pediram, a grande maioria conseguiu. 60% das empresas que tomaram empréstimo por meio do Pronampe nunca tiveram crédito antes", justificou

Para o secretário, apesar do Pronampe não ser "universal", ele é um programa de "extraordinário sucesso, com custo muito baixo de juros".

"Nunca foi pensado para atingir todas as micro empresas, seja porque algumas não querem, seja porque algumas não têm condições de pagar depois. As empresas têm de adotar outras ações, suspensão no contrato de trabalho, postergação no pagamento", disse.

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