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XP melhora projeção do PIB brasileiro, mas ressalta riscos da incerteza fiscal

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XP melhora projeção do PIB brasileiro, mas ressalta riscos da incerteza fiscal Foto: Bloomberg
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A XP Investimentos divulgou relatório mais otimista em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2020 e 2021, mas ressaltou a importância de respeitar o teto de gastos para não correr os riscos de uma incerteza fiscal no país.

Com o título "Brasil Macro Mensal: Curto prazo melhor, risco fiscal permanece", o relatório revisa positivamente as estimativas para o PIB: em 2020, a projeção é de queda de 4,6% ante a estimativa de -4,8% anterior. Em relação à 2021, também houve melhora: a projeção agora é de crescimento de 3,4%. Na última estimativa, o número era 3,0%. Segundo a XP, o setor industrial, com a retomada do comércio varejista e a depreciação cabial, devem ser a principal força na passagem do ano.

"A manutenção do regime fiscal, os juros baixos, a recomposição do consumo das famílias mais ricas (interrompido na pandemia) e a melhora das condições financeiras devem compensar, em parte, o fim das políticas de suporte governamental", aponta o relatório.

Segundo a XP, a discussão sobre a prorrogação do auxílio emergencial ou a criação do Renda Cidadã para substituir o Bolsa Família faz sentido, mas deve haver respeito ao teto de gastos, considerando que o Brasil aumentou muito os gastos nos últimos meses em meio à pandemia.

O relatório afirma que a economia mundial está se recuperando de forma sólida, com destaque para a retomada econômica da China. Embora a América Latina tenha sido um dos epicentros da pandemia, a XP aponta que economistas têm sido excessivamente pessimistas em relação à retomada por aqui.

"As condições financeiras melhoraram muito durante a pandemia, graças aos impulsos monetários e fiscais. Este fator, junto com nossa visão mais otimista para EUA, Europa e China e a perspectiva de dólar fraco, deve sustentar a economia latino-americana no ano que vem. A região se beneficia especialmente de melhores volumes e preços de exportação de commodities", indica.

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