clique para ir para a página principal

Desemprego atinge 14 milhões de brasileiros e bate recorde diante pandemia, afirma IBGE

Atualizado em -

Desemprego atinge 14 milhões de brasileiros e bate recorde diante pandemia, afirma IBGE Unsplash
► Pfizer pode solicitar uso emergencial de vacina contra Covid-19 em novembro► Doria diz que Ministério da Saúde tem até dia 21 para dizer se quer a Coronavac

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14 milhões de brasileiros estavam desempregados até o dia 26 de setembro. Este é o recorde de desempregados desde o início da pandemia causada pelo coronavírus. 4 milhões de brasileiros entraram para a fila do desemprego entre maio e setembro, alta de 43% no país em 5 meses.

De acordo com a PNAD COVID19, 3,3% da população ocupada estavam afastados do trabalho devido ao distanciamente social na quarta semana de setembro. Os dados da semana de 20 a 26 de setembro mostraram estabilidade em relação à semana anterior.

A taxa de desemprego passou de 10,5% para 14,4%, recorde durante o período pesquisado. O Nordeste é a região com o maior número percentual de desempregados, 69%, enquanto o Sudeste concentra cerca de 45% dos desempregados do Brasil. Em relação ao número de pessoas, o Sudeste, região mais populosa do país, registrou 6.284 pessoas, seguida pelo Nordeste (3.901), Sul (1.498), Norte (1.370) e Centro-Oeste (1.024).

O levantamento mostrou também que a informalidade sofreu uma queda de, aproximadamente, 1,9 milhão de pessoas entre o começo e o fim da pesquisa. Além disso, os afastamentos do trabalho tiveram queda de 83,4% entre maio e setembro.

Lembrando que este não é o indicador oficial do desemprego no país, pois as características metodológicas são distintas em relação a Pnad Contínua.

Auxílio emergencial não será estendido para 2021

O ministro Paulo Guedes (Economia), afirmou que o auxílio emergencial não vai se estender para 2021, frisando que haverá respeito à regra do teto de gastos após o período de calamidade.

"Neste momento, eu não diria que há qualquer plano para estender o auxílio emergencial. Isso não é verdade. Não é nossa intenção, não é o que o presidente disse, não é o que o ministro da Economia quer. A doença está reduzindo, e com isso o Brasil está em uma recuperação em V e precisamos assumir responsabilidade sobre nosso Orçamento", afirmou.

O auxílio emergencial previa inicialmente o pagamento de três parcelas no valor de R$ 600 (R$ 1200 para mães provedoras da família), em seguida foi estendido por mais duas parcelas no mesmo valor e foi estendido para mais três parcelas, agora no valor de R$ 300.

Relacionados:

► Pfizer pode solicitar uso emergencial de vacina contra Covid-19 em novembro► Doria diz que Ministério da Saúde tem até dia 21 para dizer se quer a Coronavac

Leia mais: