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Diretor-presidente da Anac diz que país não consegue liberar socorro para aéreas

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Diretor-presidente da Anac diz que país não consegue liberar socorro para aéreas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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"No Brasil não é possível liberar recursos para socorrer as companhias aéreas, como aconteceu nos Estados Unidos", afirmou nesta segunda-feira (19) o diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Juliano Alcântara Noman, durante sessão do Senado que aprovou sua efetivação ao cargo máximo da agência. A aprovação, contudo, precisa ainda ser referendada em votação no plenário.

“A gente, no Brasil, vive outra realidade, o que reforça mais ainda a urgência de fazer as atualizações regulatórias legais necessárias. Se a gente não tem tantos recursos assim para poder socorrer, então, o ambiente regulatório tem que ser o mais moderno e eficiente possível", disse.

Noman ressaltou que o setor aéreo sentiu bastante os efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus, ocasionando redução de voos a “praticamente a zero”. Segundo ele, o Código Brasileiro de Aeronáutica precisa de uma "faxina" para estimular o setor e para destravar os processos.

Para o candidato a diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Rogério Benevides Carvalho, as três principais companhias aéreas brasileiras acumulam, no período da pandemia, prejuízos de R$ 2 bilhões a cada trimestre.

"Esse passivo foi criado e será carregado”, comentou Carvalho, que também teve sua indicação aprovada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura.

Empresas

Segundo fontes consultadas pela jornal “Valor Econômico”, apesar de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) ainda analisar o empréstimo para as aéreas Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Latam, as companhias estão menos interessadas no crédito.

O pacote de empréstimo do BNDES seria na ordem de R$ 6 bilhões. Cada uma das três aéreas (Azul, Gol e Latam) ficaria com R$ 2 bilhões. A proposta foi anunciada ao final do mês de março, quando a pandemia de coronavírus estava em seu início no Brasil.

Um dos argumentos levantados pelas companhias é que a proposta é considerada cara e de uso restrito, já que o montante não pode ser utilizado, entre outras coisas, para pagar dívidas ou comprar aeronaves.

Devido à demora do banco de fomento, a Azul e a Gol levantaram dinheiro e conseguiram estabilidade até o ano que vem. Já a Latam reverteu seus prejuízos com a recuperação judicial ocorrida nos Estados Unidos.

Malha aérea

Em live realizada pelo Visite São Paulo, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse que as empresas de aviação brasileiras devem terminar outubro com 50% da malha aérea em operação.

“Devemos chegar ao fim de outubro com 50% da malha aérea no ar e com quase 90% dos aeroportos conectados, prevendo, é claro, que em diversos terminais o número de voos não seja o mesmo porque não há demanda. A taxa de ocupação já gira em torno de 70% e a tarifa média ainda bem abaixo dos níveis pré-crise. Temos todos os sinais de que a demanda semanal vem se recolocando no mercado. Daí a importância de iniciativas como essa (Expo Forum), que está sendo lançada aqui”, pontuou o presidente da Abear.

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