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Presidente do BC afirma que país enfrenta ponto de inflexão em relação à credibilidade fiscal

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Presidente do BC afirma que país enfrenta ponto de inflexão em relação à credibilidade fiscal Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Em videoconferência promovida pelo Milken Institute nesta segunda-feira (19), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que o Brasil está passando por um "ponto de inflexão" em relação à credibilidade fiscal. Segundo ele, a retomada do equilíbrio das contas públicas com as reformas será fundamental para o país voltar a atrair investimentos e reduzir os juros futuros.

Campos Neto destacou que o país enfrentou a pandemia provocada pelo novo coronavírus em uma situação mais enfraquecida do que outros países emergentes e será necessário convencer os operadores de mercado que haverá continuidade na agenda de ajustes.

Para ele, a trajetória de disciplina fiscal será retomada, mas é necessário se comunicar melhor com os investidores. Em relação ao fim do auxílio emergencial e como o governo pretende estimular a economia, Campos afirmou que o importante é manter a credibilidade.

“Nós temos um dos maiores portfólios de projetos, precisamos ter credibilidade para garantir que o dinheiro venha para o Brasil”, pontuou.

Produto Interno Bruto (PIB)

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o PIB do Brasil deve registrar queda de 4,0% em 2020, menor do que o esperado por economistas nas projeções divulgadas periodicamente.

"A previsão inicial do FMI e outras instituições financeiras era que o PIB brasileiro cairia quase 10%, ou mais, e revisamos para 5% a 5,5%. Mas pensamos que vai ser muito menos do que isso, 4% de queda", afirmou Guedes.

Campos Neto também acredita que as projeções para o PIB deste ano indicam um recuo menor que o esperado no início da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo BC, a previsão para o PIB passou de queda de 5,03% no levantamento anterior para retração de 5% em relação a 2020. Para 2021, o mercado baixou de 3,50% para 3,47% a expectativa de expansão da atividade econômica.

No mesmo relatório, os analistas subiram a estimativa de inflação deste ano de 2,47% para 2,65%.

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