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Ministro diz que Brasil será quinto produtor de petróleo nos próximos anos, mas não ingressará na Opep

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Ministro diz que Brasil será quinto produtor de petróleo nos próximos anos, mas não ingressará na Opep Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
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Apesar da projeção de aumento expressivo de sua produção de petróleo nos próximos anos, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Brasil continuará a se relacionar com os grandes produtores mundiais, mas não entrará, por enquanto, na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

“Não é uma questão de filiação ou não filiação. É uma questão de cooperação, é uma questão de estar presente [nas discussões com os grandes produtores]”, disse o ministro durante o encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

O ministro pontuou que o Brasil participa de reuniões da organização e tem tido reconhecimento de ministros das vinte nações mais ricas (G20).

"Eles dizem que o Brasil tem superado as dificuldades e sido muito bem sucedido nas ações que estão sendo implementadas no setor", destacou.

Segundo Bento Albuquerque, o Brasil será o quinto maior produtor e quarto maior exportador de petróleo do mundo em alguns anos. Atualmente, disse ele, o país ocupa a oitava e nona posição respectivamente.

"Nossa produção de petróleo e gás vai crescer exponencialmente”, comentou, sem dar mais detalhes.

Petrobras

Em seu relatório de produção e vendas do terceiro trimestre deste ano, divulgado na noite desta terça-feira (20), a Petrobras mostrou que começa a dar sinais de recuperação e que a crise provocada pela pandemia de coronavírus aos poucos está sendo superada.

De julho a setembro, a petrolífera extraiu 2,9 milhões de barris de óleo equivalente de petróleo, gás natural e líquido de gás natural no Brasil e transformou a maior parte desse óleo em derivados, como combustíveis automotivos.

Segundo o comunicado, das suas refinarias saíram 1,94 milhão de barris por dia de derivados no período, 8,3% a mais do que no quarto trimestre do ano passado, quando a crise sanitária ainda não surtia efeitos sobre a economia brasileira. As vendas de derivados subiram 1,7% (1,76 milhão de barris por dia) em relação ao período pré-pandemia.

"O desempenho operacional da Petrobras no 3T20 foi muito bom, considerando-se o cenário desafiador imposto pela pandemia da Covid-19. Nossa produção de óleo e gás no Brasil cresceu em 9,0% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao ano passado. A produção dos campos do pré-sal se expandiu em 32%, enquanto nas demais áreas, pós sal, águas rasas e terrestres, houve contração. A retomada da demanda no mercado doméstico resultou em recuperação das vendas e da produção de derivados. Consequentemente, o fator de utilização das refinarias passou a flutuar em torno de 80% no terceiro trimestre de 2020, depois de atingir 55% em abril", afirmou a empresa.

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