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Bolsonaro afirma que país não aumentará impostos após a pandemia

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Bolsonaro afirma que país não aumentará impostos após a pandemia Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (22) para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que o Brasil não aumentará impostos durante e nem depois da pandemia. A declaração foi uma resposta à fala do ministro que, no mês passado, pontuou que o país tem que desonerar a folha de pagamento das empresas e, para isso, precisa buscar "tributos alternativos".

“Estamos simplificando impostos. O nosso país, Paulo Guedes, o governo federal não aumentou impostos durante a pandemia e não aumentará quando ela também nos deixar. Precisamos que os senhores [novos diplomatas] mostrem ao mundo que o Brasil está fazendo o que é certo. Que estamos reformando nossa economia, cortando gastos, fazendo reformas e combatendo a corrupção pelo exemplo”, pontuou o presidente em cerimônia de formatura de alunos do Instituto Rio Branco.

Em setembro, o presidente da comissão mista da Reforma Tributária, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), já havia alertado que este não é o momento oportuno para uma discussão no Congresso sobre uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para o senador, o melhor agora seria votar a Reforma Tributária que já está em tramitação no Congresso.

Outro que se posicionou contra a criação de um novo imposto foi presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Em entrevista à GloboNews, Maia chegou a dizer que avaliava recriar a campanha "Xô, CPMF", lançada em 2007 e que defendia o fim do imposto.

Projeção do PIB

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta quinta-feira (22) que a equipe econômica revisará no começo de novembro a projeção atual para queda do PIB (Produto Interno Bruto), de 4,7% em 2020.

"Todos os indicadores de atividade mostram um forte recuperação em V da economia. Diversos especialistas têm apontado que a atual recessão é mais profunda, mas é mais curta que a da crise de 2008 e 2009".

Rodrigues citou dados da pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (19), para mostrar que a volatilidade nas projeções do mercado para o PIB estão se reduzindo, com uma convergência para previsão do Ministério da Economia.

Saneamento

Após a aprovação do marco legal, que visa garantir o atendimento de água e esgoto a mais de 90% população, as equipes do ministro Paulo Guedes e do ministério de Desenvolvimento Regional, de Rogério Marinho, discutem o decreto que irá traçar as exigências de investimentos para empresas que já prestam serviços de saneamento e as que desejam operar nele.

O motivo para o racha nas equipes são as regras que estão em discussão interna no governo, que foram consideradas boas demais às estatais que já atuam no setor por integrantes da área econômica e também pelo setor privado que quer ingressar neste ramo.

O Renda Cidadã também gerou desgaste entre Guedes e Rogério Marinho, que teria dito em reunião com investidores que era o ministro da Economia o autor da proposta de usar dinheiro de precatórios para financiar o novo programa social do governo. Guedes se pronunciou sobre o caso e chegou a dizer que Marinho seria um "despreparado, desleal e fura teto".

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