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Mourão afirma que estados poderão comprar vacina chinesa 'por conta própria'

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Mourão afirma que estados poderão comprar vacina chinesa 'por conta própria' Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
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Um dia após o presidente Jair Bolsonaro dizer que o governo federal não comprará doses da vacina CoronaVac, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (22) que os estados poderão comprar o medicamento por conta própria, caso o imunizante tenha comprovação de funcionamento certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sem mencionar o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, que trocaram críticas ontem, Mourão alegou que a politização em cima da vacina é "um grande problema".

"Acho que há muita especulação em cima disso. Ontem, a posição correta o Ministério da Saúde já colocou. O diretor da Anvisa também já colocou. Qualquer vacina que esteja comprovadamente testada e certificada pela Anvisa estará a disposição para ser adquirida", disse.

Doria

Após fazer uma visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou ontem (21) que vai esperar até sexta-feira (23) para analisar se caberá alguma medida judicial contra o presidente Jair Bolsonaro, caso ele não recue da decisão de cancelar a compra de 46 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus.

“Vamos esperar pelo menos 48 horas. Se até sexta-feira não houver nenhuma medida de recuo por parte do governo federal para fazer aquilo que deve fazer, que é apoiar as vacinas, inclusive a do Butantan, que é a vacina do Brasil, nós saberemos quais medidas poderão ser adotadas, seja por São Paulo, seja pelos governadores. Estão todos realmente entristecidos, para não dizer frustrados, com o comportamento do presidente da República”, criticou.

Doria afirmou ainda que não importa a origem da vacina para imunização contra a Covid-19, mas se é eficiente ou não.

"Temos que vencer o vírus, e vencer o vírus significa vacinar. E que a paz também possa chegar ao espírito e às atitudes do presidente da República", disse.

AstraZeneca/Oxford tem insumos chineses

Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (22), o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, deu detalhes sobre a produção da vacina da AstraZeneca/Oxford, que teve, recentemente, 100 milhões de doses compradas pelo governo federal.

“Vacina de Oxford irá trabalhar com insumo farmacêutico vindo da China. O insumo farmacêutico é a farinha que faz o pão, ele é a base da vacina, um substrato básico. Hoje, no mundo, é quase impossível ter um produto feito 100% em um país, essa noção pertence ao passado”.

Torres lembrou que há no Brasil, atualmente, quatro medicamentos contra o novo coronavírus sendo desenvolvidos, mas que não é possível fazer previsão de datas nas quais estarão prontos.

“Todos esperam uma resposta sobre as vacinas no menor tempo possível, porém precisamos analisar as questões de segurança e eficácia. Depois dessas verificações, teremos no registro a análise da qualidade do produto e as certificações necessárias para seu uso em massa. Mesmo depois do registro, o trabalho da agência não vai parar. Vamos monitorar as etapas da vacinação. É um processo de médio e longo prazo, então não falamos em data", disse.

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