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Associação pede investigação sobre hipervalorização de papéis de empresas do grupo X

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Associação pede investigação sobre hipervalorização de papéis de empresas do grupo X Foto: Wilson Dias | Agência Brasil
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A Associação Brasileira de Investidores (Abradin) pediu que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) investigue a valorização atípica das ações de duas empresas do empresário Eike Batista em outubro.

A mineradora MMX encerrou o pregão de ontem com ações cotadas a R$ 16,11, valor 805% maior que o registrado no último pregão de setembro. Já a OSX, empresa de construção naval, teve valorização de 240%. A entidade aponta “efeito manada” e diz que a volatilidade dos papéis, que chegaram a cair 52% depois de um pico em 13 de outubro provocou “ganhos ilegítimos e prejuízos a inúmeros investidores menos informados”.

Ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Abradin, Aurélio Valporto, disse que “a CVM deveria estudar a anulação de todas as operações ocorridas com ações da MMX e OSX desde 13 de outubro. Assim, seriam evitados ganhos e perdas ilegítimos e seria preservada a higidez do mercado”.

À CVM, a OSX disse não ver razões para a valorização dos papéis. A MMX afirmou que acredita que as oscilações atípicas sejam por causa de divulgação de um pedido à Justiça de recuperação da operação de um projeto de minério de ferro em Corumbá (MS).

A CVM disse que não comenta casos específicos e Flávio Galdino, advogado de Eike Batista, não quis comentar o assunto. O empresário Eike Batista está proibido pela CVM de administrar companhias abertas pelos próximos sete anos.

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