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Maia defende CoronaVac e se põe à disposição para ajudar a solucionar o impasse sobre vacina

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 Maia defende CoronaVac e se põe à disposição para ajudar a solucionar o impasse sobre vacina Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu nesta sexta-feira (23) a utilização da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Ele se colocou à disposição do governador de São Paulo, João Doria, a quem se referiu como "amigo e aliado", para ajudar a resolver o impasse com o Ministério da Saúde.

"Espero que o entrevero desta semana possa servir para construir uma solução nas próximas semanas. Pode contar com a Câmara para que a gente restabeleça o bom diálogo", disse Maia em entrevista coletiva na sede do governo paulista.

A CoronaVac, que está em fase avançada de testes no Brasil, foi rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro, adversário político de Doria. O presidente justificou que o governo federal não adquirirá o imunizante mesmo que ele tenha segurança e eficácia comprovada e obtenha o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alegando que ela não transmite segurança "pela sua origem".

Ao lado de Doria, Maia se recusou a fazer críticas à postura de Bolsonaro e disse ter um bom relacionamento com o presidente.

"Eu criticando ou elogiando o presidente não vai resolver. Estamos à disposição para construir um entendimento. Sou otimista. A posição de ontem pode não ser a mesma daqui 15, 30 dias", afirmou.

Questionado por jornalistas se irá adotar medidas judiciais caso a Anvisa não autorize o medicamento, Doria se disse aberto ao entendimento e que aceitaria de imediato um convite de Bolsonaro para ir a Brasília dialogar.

"Nós vamos até o limite do possível, esgotando pelo entendimento e pelo diálogo. Mas se pelo diálogo nós não tivermos o alcance daquilo que é necessário para salvar a vida de brasileiros, você não tenha a menor dúvida, adotaremos todas as medidas que forem necessárias", disse.

Judicialização

Durante evento online com advogados de empresas, o presidente do STF, Luiz Fux, afirmou nesta sexta-feira (23) que a judicialização da vacina contra a Covid-19 é necessária. Na quarta-feira (21), João Doria visitou o ministro e deu um prazo até hoje para analisar se caberá alguma medida judicial contra o presidente Jair Bolsonaro.

“Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse o presidente do STF.

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