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A importância da exportação para a economia brasileira

Atualizado em -

A importância da exportação para a economia brasileira Foto: Freepik
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As exportações de produtos pelo Brasil são essenciais para manter positiva a balança comercial do país e gerar parcerias comerciais importantes. No Brasil, as vendas de produtos para outros países são regulamentadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em 2020, de janeiro a setembro, o volume de exportações já chega a US$156,5 bilhões. Em 2019, o Brasil gerou US$225,4 bilhões em exportações, segundo dados do Comex Stat, portal de estatísticas do MIDC.

Produtos mais exportados

Em 2020, no acumulado de janeiro a setembro, o ranking está assim:

  1. Soja
  2. Minério de Ferro
  3. Petróleo
  4. Açúcares e melaços
  5. Carne bovina

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Fonte: Comex Stat

Em 2019, os cinco produtos mais exportados foram:

  1. Soja
  2. Petróleo
  3. Minério de Ferro
  4. Celulose
  5. Milho

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Fonte: Comex Stat

Soja é líder

O produto mais exportado pelo Brasil atualmente é a soja.

Em 2019, as exportações brasileiras do complexo soja totalizaram 96.718.000 toneladas, com receita de US$ 34.78 bilhões. O resultado mostra uma queda de 4,50% no volume e 14,40% na receita em comparação com o ano de 2018. Apesar da queda, a soja desempenha papel fundamental para a economia.

Na safra 2020/2021, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de soja alcance as 133,7 milhões de toneladas e mantenha o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.

Veja as estimativas divulgadas pela Conab:

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Petróleo

Outro produto importante para o Brasil é o petróleo, que bateu recordes em 2019. Segundo dados do governo, foram exportadas 60.081.208 em toneladas de petróleo no ano passado, um aumento de 4,4% em comparação ao ano de 2018.

Neste ano, os bons números devem continuar: em julho, por exemplo, as exportações brasileiras de petróleo mais que dobraram para 8,19 milhões de toneladas, ante 3,76 milhões de toneladas embarcadas um ano antes.

Veja a evolução da produção, exportação e importação de petróleo elaborada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, atualizada pela última vez em agosto/2020:

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Minério de ferro

O minério de ferro também tem grande relevância nas exportações brasileiras. Em setembro deste ano, as exportações brasileiras de minério de ferro avançaram 18,5% em relação ao mesmo mês de 2019, e alcançou 37,86 milhões de toneladas após a Vale ter aumentado o ritmo de produção.

Em relação a esse produto, o grande destaque é o trabalho desenvolvido pela Vale (VALE3), maior produtora mundial da commodity. A maior operação da Vale está em Carajás, no norte do Brasil, na Amazônia. Segundo a empresa, o minério de Carajás é considerado o minério de ferro de melhor qualidade do mundo.

Em julho deste ano, a mineradora atingiu um valor de mercado de R$ 326 bilhões, o maior desde o plano real, segundo dados do Broadcast. O valor também mostrou uma recuperação de quase 50% em relação aos R$ 218,7 bilhões que a empresa valia após a tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019.

China: principal parceiro comercial

A China é o principal parceiro comercial do Brasil, tanto em exportação como em importação. De janeiro a setembro deste ano, o país participou de 34,1% das exportações brasileiras e foi responsável por 21,5% das importações feitas pelo Brasil.

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Fonte: Comex Stat

O produto mais exportado, no período indicado, foi a soja (37%), seguida do minério de ferro (23%) e do petróleo (18%).

E a balança comercial?

Periodicamente, o governo divulga os dados da balança comercial do Brasil. Esses números são importantes porque representam a diferença entre as exportações e importações que o país realizou em um determinado período.

Ao analisar os dados da balança comercial, é possível verificar três situações: superávit, déficit ou equilíbrio.

Quando há um superávit, o saldo da balança comercial foi positivo, ou seja, o volume exportado pelo país foi maior do que o importado. Dessa forma, o país recebeu mais dinheiro enviando seus produtos do que gastou comprando produtos de outros países.

Quando há déficit, a situação se reverte: o país importou mais itens do que exportou e fica com um saldo negativo, pois gastou mais do que vendeu.

O estado de equilíbrio acontece quando os valores de importação e exportação são equivalentes, deixando o saldo do país estável.

Em setembro deste ano, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,971 bilhões, com exportações no valor de US$ 19,087 bilhões e importações de US$ 14,116 bilhões.

“O superávit de quase US$ 5 bilhões em setembro mostra que o comércio exterior brasileiro tem tido um bom desempenho e contribuído de maneira favorável para a atividade econômica brasileira”, afirma o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto.

No mês de outubro, até a segunda semana, as exportações somam US$ 6,389 bilhões e as importações, US$ 3,706 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,682 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 162,912 bilhões e as importações, US$ 118,041 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,871 bilhões.

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