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Bolsonaro diz a apoiadores que juiz "não pode decidir se você vai ou não tomar vacina"

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Bolsonaro diz a apoiadores que juiz "não pode decidir se você vai ou não tomar vacina" Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
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Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (26) que um juiz "não pode decidir se você vai ou não tomar vacina".

"Hoje vou estar com o ministro Pazuello, da Saúde, para tratar desse assunto, porque temos uma jornada pela frente, onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é uma questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina. Não existe isso daí", justificou.

Na última sexta-feira (23), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou que a judicialização da vacina contra a Covid-19 é necessária. O tribunal recebeu ao menos quatro ações sobre essa questão, sendo que três delas são favoráveis à vacinação mais ampla e/ou obrigatória e outra que pede a proibição da vacinação compulsória.

“Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse o presidente do STF.

Ao menos sete ministros da suprema corte já sinalizaram nos bastidores que são a favor de o Estado poder impor a vacinação obrigatória. Até o momento, nenhum integrante da casa saiu em defesa da tese contrária publicamente.

Vacina de Oxford

A Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca informaram nesta segunda-feira (26) que a vacina contra o novo coronavírus induziu "uma forte resposta imune" em idosos durante testes de fase 2 feitos no Reino Unido. Os resultados preliminares dos testes serão publicados "nas próximas semanas" em revista científica, segundo a universidade.

A vacina é uma das quatro que passam por testes de fase 3 no Brasil, a última etapa antes que possa ser liberada para uso geral.

Um desses imunizantes é o CoronaVac, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, que tem sido rechaçado pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o governo federal não adquirirá o medicamento mesmo que ele tenha segurança e eficácia comprovada e obtenha o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alegando que ele não transmite segurança "pela sua origem".

Maia defendeu a vacina chinesa

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu na última sexta-feira a utilização da vacina CoronaVac. Ele se colocou à disposição do governador de São Paulo, João Doria, a quem se referiu como "amigo e aliado", para ajudar a resolver o impasse com o Ministério da Saúde.

"Espero que o entrevero desta semana possa servir para construir uma solução nas próximas semanas. Pode contar com a Câmara para que a gente restabeleça o bom diálogo", disse Maia em entrevista coletiva na sede do governo paulista.

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