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Mineradoras Vale e BHP são acusadas de conluio pelo Ministério Público

Atualizado em -

Mineradoras Vale e BHP são acusadas de conluio pelo Ministério Público Foto: Washington Alves | Reuters
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O Ministério Público Federal (MPF) acusa as mineradoras Vale (VALE3) e BHP de conluio para reduzir a indenização de vítimas do rompimento de uma barragem em Mariana (MG) em 2015 e de interferir em um processo judicial contra a BHP que tramita no Reino Unido.

No documento, procuradores de Minas Gerais apontam que o conluio das empresas tem conluio com um advogado e criticaram um juiz que impôs limites de compensação a requerentes vítimas de Baixo Guandu (ES) que foram afetadas pelo rio de lama que foi gerado após o desastre em Mariana. O limite da indenização por danos morais estabelecida foi de R$10 mil.

Pela decisão do juiz, caso as vítimas aceitem a indenização, acabaria a responsabilidade da Vale, BHP e Samarco. Além disso, as vítimas que receberem o valor não poderiam pedir indenização adicional fora do Brasil.

Em relação à outra acusação do MPF, sobre processo que tramita no Reino Unido, a BHP é alvo de ação de US$6,3 bilhões naquele país, movida por 200 mil pessoas e grupos do Brasil. Para a mineradora, o processo é “sem sentido”.

Rompimento

O rompimento da barragem de rejeitos de mineração denominada “Fundão” aconteceu em novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro de Mariana, em Minas Gerais. A barragem era controlada pela Samarco, empreendimento conjunto da Vale e da BHP.

O rompimento é considerado o desastre industrial de maior impacto ambiental da história do país e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos. A lama causada pela tragédia chegou ao Rio Doce, que passa por 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

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