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Alta de alimentos em outubro chega a 9,75%, afetando principalmente os mais pobres

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Alta de alimentos em outubro chega a 9,75%, afetando principalmente os mais pobres Tânia Rego/Agência Brasil
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A alta verificada nos alimentos nos últimos meses levou a uma percepção de inflação três vezes maior em famílias de baixa renda. De janeiro a outubro, a inflação das famílias de renda muito baixa foi de 3,8%, enquanto a da alta renda foi de 1,07%.

Os dados foram levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a pedido do Estadão/Broadcast e publicados hoje. O estudo considera os dados do IPCA-15, apurados pelo IBGE, e projeta que o desempenho do IPCA de outubro reproduza os dados da prévia da primeira quinzena.

O resultado mostra que a inflação dos alimentos entre janeiro e outubro está em 9,75%. Considerados apenas os alimentos consumidos no domicílio, aqueles comprados em supermercados, o avanço de preços até este mês foi de 12,69%.

A alta nos alimentos afeta mais as famílias de baixa renda, que já destinam uma fatia maior de seu orçamento mensal para a compra de comida.

O IPEA calcula a inflação em seis faixas de renda familiar mensal, conforme a cesta de consumo adequada à realidade financeira de cada um desses grupos. O grupo de renda mais baixa considera as famílias que recebem menos de R$ 1.650,50 mensais, enquanto a faixa mais rica tem renda domiciliar mensal acima de R$ 16.509,66 mil.

O estudo aponta entre as possíveis causas para alta de preço o choque de oferta, uma vez que o dólar valorizado e a demanda externa impulsionam o aumento das exportações brasileiras, e o aumento na demanda doméstica por alimentos básicos, sustentadas, por ora, pelo pagamento do auxílio emergencial.

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