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Anvisa autoriza a importação de insumo para CoronaVac; Doria agradece

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Anvisa autoriza a importação de insumo para CoronaVac; Doria agradece Divulgação/Governo de São Paulo
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (28) que autorizou o Instituto Butantan a importar, em caráter excepcional, a matéria-prima para a produção de 40 milhões de doses da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o instituto brasileiro. A agência já havia autorizado na última sexta-feira a importação de 6 milhões de doses da vacina experimental contra a Covid-19.

O governador de São Paulo, João Doria, agradeceu hoje a Anvisa pela autorização. A demora na liberação vinha sendo motivo de cobranças por parte do Butantan e do governo de São Paulo.

O medicamento, contudo, se encontra em fase final de estudo e ainda não tem autorização da agência reguladora. O Butantan espera que o Ministério da Saúde faça sua distribuição caso a vacina seja aprovada, mas Doria vem dizendo nos últimos dias que estuda uma campanha de vacinação estadual.

"Ressalto que a CoronaVac está na fase três de testes, a última fase que antecede seu lançamento. Até aqui, é considerada a vacina mais promissora do mundo. Um passo importante na luta contra o coronavírus para salvar vidas", publicou o governador também na rede social.

Judicialização

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira (26) que um juiz "não pode decidir se você vai ou não tomar vacina".

"Hoje vou estar com o ministro Pazuello, da Saúde, para tratar desse assunto, porque temos uma jornada pela frente, onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é uma questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina. Não existe isso daí", justificou.

Na última sexta-feira (23), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou que a judicialização da vacina contra a Covid-19 é necessária. O tribunal recebeu ao menos quatro ações sobre essa questão, sendo que três delas são favoráveis à vacinação mais ampla e/ou obrigatória e outra que pede a proibição da vacinação compulsória.

“Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse Fux.

Ao menos sete ministros da suprema corte já sinalizaram nos bastidores que são a favor de o Estado poder impor a vacinação obrigatória. Até o momento, nenhum integrante da casa saiu em defesa da tese contrária publicamente.

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