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Às vésperas de balanço, Petrobras propõe pagar dividendos mesmo em caso de prejuízo

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Às vésperas de balanço, Petrobras propõe pagar dividendos mesmo em caso de prejuízo Agência Petrobras
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Em comunicado à CVM, a Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou a revisão da política de remuneração aos acionistas. O objetivo, segundo a companhia, é possibilitar que a administração proponha o pagamento de dividendos compatíveis com a geração de caixa da empresa, mesmo em exercícios em que não for apurado lucro contábil.

É a segunda revisão da política de dividendos sob a gestão Roberto Castello Branco, nomeado para presidir a companhia no início de 2019. Na primeira, foi criada uma regra para o pagamento de dividendos extraordinários.

Com as alterações, no cenário em que o endividamento bruto estiver acima de US$ 60 bilhões, poderá ser apresentada a proposta de distribuição de dividendos, sem apuração de lucro contábil, quando se verificar redução de dívida líquida nos doze meses anteriores caso seja preservada a sustentabilidade financeira da companhia. A proposta de distribuição deverá ser limitada à redução de dívida líquida. Até que saia o resultado financeiro da empresa, marcado para esta quarta, após o fechamento do mercado, a dívida reportada é de US$ 91,5 bilhões.

A companhia poderá, ainda, em casos excepcionais, propor o pagamento de dividendos extraordinários, superando o dividendo mínimo legal obrigatório ou o valor anual apurado quando seu endividamento bruto estiver inferior a US$ 60 bilhões, mesmo na hipótese de não verificação de lucro contábil.

Suspensos por conta de uma estratégia de preservação de caixa após o início da pandemia do coronavírus, a estatal ainda não pagou os dividendos de 2019, quando lucrou R$ 40 bilhões. A nova previsão é que o pagamento de cerca de R$ 1,7 bilhão seja feito em dezembro.

Nesta quarta, a Petrobras divulga o balanço do terceiro trimestre.

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