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Quanto as empresas pagam aos acionistas de rendimento de dividendos (Dividend Yield)?

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Quanto as empresas pagam aos acionistas de rendimento de dividendos (Dividend Yield)? Freepik
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Dividend Yield (DY) é uma expressão em inglês que traduzida literalmente significa rendimento de dividendos. Ele é um importante indicador que mostra quanto um ativo pagou em proventos (dividendos e juros sobre capital próprio para as ações e aluguéis no caso de FIIs) nos últimos 12 meses, em relação às suas cotações atuais. Portanto, esse índice ajuda a medir a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações.

Investidores que desejam ter uma boa formação de renda podem ter como uma boa alternativa investir justamente em empresas listadas na bolsa de valores que pagam bons dividendos. De acordo com o volume de dinheiro investido ao longo dos anos, é possível conseguir um rendimento suficiente para alcançar a independência financeira.

É relevante acompanhar não só o valor do DY, mas também a procedência dos dividendos para saber se o pagamento é rotineiro ou resultado de fatores pontuais. Neste caso, é importante analisar também fatores como a rentabilidade da empresa e suas margens de lucro. Ainda que o rendimento de dividendos seja uma variável a ser considerada, não é correto se limitar apenas a este dado.

Os dividendos podem ser divididos em dois grupos gerais: dividendos ordinários – são repartidos em função do lucro da empresa durante o ano fiscal anterior; e dividendos extraordinários – são repartidos a partir de acontecimentos extraordinários, como a venda de uma filial de uma empresa, por exemplo.

Quanto as empresas pagam de dividendos?

O recebimento de dividendos e de juros sobre o capital próprio são as principais formas de participação dos acionistas nos lucros das companhias. Esses pagamentos são realizados de acordo com o desempenho financeiro da empresa: em geral, é feita a distribuição de parte desses ganhos para os sócios sempre que há lucro.

Entretanto, o percentual desse lucro e o valor final que será direcionado aos acionistas varia conforme uma série de fatores, incluindo, entre outros, os valores mínimos determinados pelo Estatuto Social da companhia, a necessidade de investimentos para cumprir o plano de crescimento da empresa e o caixa disponível para a realização desse desembolso financeiro.

Em decorrência de uma estratégia de reinvestimento dos lucros para acelerar o crescimento do negócio uma empresa pode ter um retorno em dividendos baixo. Fora isso, ainda que empresas atuem no mesmo segmento e tenham características similares – como Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco – podem ter políticas de dividendos totalmente diferentes. Em 2018, por exemplo, o Itaú pagou 90% em dividendos e seus principais pares do setor bancário não chegaram a 40%.

O percentual do lucro que será distribuído em forma de dividendos é definido por cada empresa. No entanto, pela lei das empresas S/A, o percentual mínimo é de 25%. Porém, cada companhia pode definir um percentual maior, se desejar ser mais atrativa ao mercado, por exemplo.

De acordo com normas da CVM, a periodicidade mínima para o pagamento de dividendos é anual. Todavia, cada empresa pode definir periodicidades mais curtas. Uma vantagem é que os dividendos recebidos pelos acionistas não são tributados.

No geral, empresas do setor elétrico são tradicionalmente interessantes para o investidor que busca previsibilidade e bons pagamentos de dividendos. As receitas de muitas dessas companhias são previsíveis e recorrentes. Os contratos são de longo prazo e, grande parte deles, corrigidos pela inflação.

Portanto, as ações de empresas do setor elétrico tendem a ser ideais para investidores que buscam construir uma renda proveniente do pagamento de dividendos. Este tipo de setor tende a estar em um estágio do negócio mais maduro do que muitos outros que também estão na bolsa de valores, e as empresas desse segmento tendem a estar em uma fase de reinvestimentos limitados. Logo, permitem a distribuição de uma parte maior do lucro aos acionistas através de dividendos.

Como calcular o DY

A fórmula para chegar ao valor é: DY = (total em proventos em dinheiro [últimos 12 meses] ÷ preço atual da ação) x 100.

Assim, se o investidor tiver comprado 100 papéis de ABEV3, por exemplo, e no dia do último pagamento de dividendos, dentro de 12 meses, essa ação estivesse valendo R$ 19,74. E ainda, dentro desse período, a empresa tenha pago em dividendos R$ 1,510526 por ação, o DY será de 7,65% de retorno sobre o valor investido.

Vale ressaltar que o DY pode sofrer alteração por conta da oscilação dos preços das ações, assim como o pagamento dos proventos em dinheiro – que varia de acordo com o calendário de pagamentos da empresa.

Indispensável para se montar o cálculo do Dividend Yield, o histórico de pagamentos de dividendos costuma ser disponibilizado no site da B3, na aba de "Eventos Corporativos", e também nos sites de Relações com Investidores (RI) das empresas – normalmente na sessão de Remuneração dos Acionistas.

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