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Ministério da Economia projeta que país só voltará a ter superávit primário em 2027

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Ministério da Economia projeta que país só voltará a ter superávit primário em 2027 José Cruz/Agência Brasil
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O Ministério da Economia projetou nesta sexta-feira (30) que país só voltará a ter superávit primário (resultados positivos nas contas do governo sem os juros da dívida pública) em 2027. Segundo o relatório, a previsão de déficit primário para o setor público em 2020 foi elevado de 12,5% para 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em valores, a projeção de resultado negativo subiu de R$ 895,9 bilhões para R$ 905,4 bilhões. A conta inclui tanto o déficit da União, como de estados, municípios e empresas estatais.

Na projeção anterior, que havia sido apresentada no fim de setembro, o principal responsável pelo aumento no déficit são os gastos com a pandemia de Covid-19. O relatório elevou de R$ 607,2 bilhões para R$ 615 bilhões a previsão de impacto no resultado primário das medidas de combate à doença e de sustentação da economia.

Os principais responsáveis pelo aumento na projeção de gastos foram a prorrogação da alíquota zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito até 31 de dezembro e novos créditos extraordinários no orçamento de 2020.

Dívida Pública

O Tesouro Nacional divulgou hoje (30) que a perspectiva para a dívida pública brasileira vai ultrapassar os 100% do PIB nos próximos anos. Os motivos apontados são a sequência de rombos nas contas públicas e os encargos oriundos da crise provocada pela Covid-19.

Se a dívida bruta do governo continuar subindo, atingirá 100,5% do PIB em 2025, chegando ao pico de 100,8% do PIB em 2026, segundo projeções divulgadas pelo órgão. Depois disso, o endividamento começa a cair, mas ainda estará em 98,0% do PIB em 2029.

Em 2020, a dívida bruta do governo geral deve terminar em 96% do PIB, bem acima dos 75,8% verificados no fim do ano passado. O principal fator a impulsionar este aumento é a pandemia do novo coronavírus, que tornou necessária a ampliação de gastos para combater os efeitos da doença.

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