clique para ir para a página principal

Resultados dos testes com vacina de Oxford devem ser apresentados neste ano

Atualizado em -

Resultados dos testes com vacina de Oxford devem ser apresentados neste ano Freepik
► Anvisa autoriza a importação de insumo para CoronaVac; Doria agradece► Balança comercial tem superávit de US$ 5,473 bilhões em outubro, informa Ministério da Economia

O diretor do Grupo de Vacinas de Oxford Andrew Pollard anunciou, nesta quarta-feira (4), que a Universidade de Oxford espera apresentar os resultados dos testes em estágio final (fase 3) de sua vacina contra a Covid-19 antes do final do ano.

Pollard afirmou que a confirmação de que a vacina funciona ou não provavelmente será sabida ainda neste ano, após a revisão pelos reguladores dos dados dos testes. "Pela nossa parte, estamos chegando perto, mas ainda não chegamos", disse.

Perguntado se esperava que a vacina iniciasse a ser distribuída antes do Natal, ele respondeu: "Há uma pequena chance de isso ser possível, mas simplesmente não sei".

"Nossos testes são apenas um dos que estão acontecendo ao redor do mundo, alguns dos quais podem ser relatados antes do final do ano. Essas etapas precisarão acontecer para várias vacinas diferentes", explicou Pollard.

A vacina de Oxford é uma das quatro que passam por testes de fase 3 no Brasil – a última etapa antes que possa ser liberada para uso em massa. A espectativa é a de que a vacina Oxford/AstraZeneca seja uma das primeiras de grandes empresas farmacêuticas a ser submetida à aprovação regulatória, junto com a candidata da Pfizer e da BioNTech.

Anvisa autoriza retomada de testes com vacina da Johnson & Johnson

Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que autorizou que o laboratório Janssen-Cilag (divisão farmacêutica da Johnson & Johnson) a prosseguir com as pesquisas da sua vacina contra a Covid-19. O laboratório suspendeu os testes no dia 12 de outubro em decorrência de um "evento adverso grave" com um voluntário nos EUA.

"Após avaliar os dados do evento adverso e as informações do Comitê Independente de Segurança, além de dados da autoridade regulatória norte-americana (Food and Drugs Administration – FDA), a Anvisa concluiu que a relação benefício e risco se mantém favorável e que o estudo poderá ser retomado", comunicou a agência reguladora.

De acordo com a Anvisa, as regras da pesquisa clínica já preveem a ocorrência de eventos adversos e a identificação desses episódios serve justamente para conhecer e definir o perfil de segurança de cada medicamento. A agência pontuou também que o registro destes eventos graves obriga que seja feita a investigação do caso antes da retomada da pesquisa e a paralisação de todo o estudo durante o período.

Relacionados:

► Anvisa autoriza a importação de insumo para CoronaVac; Doria agradece► Balança comercial tem superávit de US$ 5,473 bilhões em outubro, informa Ministério da Economia

Leia mais: