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Guedes diz que fim dos programas emergenciais irá reverter a alta da inflação

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Guedes diz que fim dos programas emergenciais irá reverter a alta da inflação José Cruz/Agência Brasil
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (6) que o país vive uma alta setorial e transitória de preços e que o fim de programas emergenciais vai reverter a trajetória de crescimento da inflação.

Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro subiu 0,86%. Esse é o maior resultado para o mês de outubro desde 2002. No ano, o indicador acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%, acima dos 3,14% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Para mais informações, clique aqui.

Para Guedes, trabalhadores informais também fizeram uso do auxílio emergencial, o que aumentou fortemente o poder de compra das classes mais baixas, criando uma alta demanda por alimentos e materiais de construção.

“Esses gastos adicionais criaram uma alta transitória e setorial de preços. Estamos trabalhando para impedir que os efeitos sobre a inflação se perpetuem e para garantir que os efeitos sobre a atividade econômica se sustentem", disse.

O ministro reforçou que a economia está voltando em “V” e que isso pode ser constatado na geração de emprego, no consumo de energia elétrica e diesel, como também na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Devemos continuar criando empregos até o fim do ano. A perda líquida de empregos formais até setembro está em 550.000 postos, inferior aos 650.000 registrados em 2015 e 687.000 em 2016. Nos períodos de recessão, não só foram perdidos mais empregos, como o fechamento de postos aumentou ao longo do ano, pontuou.

O chefe da pasta econômica também comentou sobre a eleição americana. Segundo ele, o governo seguirá seu relacionamento com os Estados Unidos no caso de o democrata Joe Biden vencer as eleições e assumir a presidência do país norte-americano.

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