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Trump se recusa a aceitar vitória de Biden e eleição americana pode ser decidida nos tribunais

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Trump se recusa a aceitar vitória de Biden e eleição americana pode ser decidida nos tribunais Reuters
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Tento como principais desafios imediatos conter uma segunda onda de coronavírus e reverter a crise econômica, o democrata Joe Biden foi eleito presidente dos Estados Unidos neste sábado (7). A Edison Research e as principais redes de televisão americanas, incluindo CNN e NBC, projetaram que Biden deverá conquistar mais do que os 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para sair vitorioso no complexo sistema eleitoral norte-americano.

Biden será o presidente mais velho a tomar posse nos EUA, com 78 anos – os quais completará no próximo dia 20. O ex-vice-presidente do governo Barack Obama foi eleito por um forte sentimento de aversão a Donald Trump entre parte da sociedade americana.

Com mais de 74,3 milhões, 4 milhões a mais do que os 70,2 milhões obtidos por Trump, Biden se tornará o presidente com maior número de votos da história americana. O número final deverá crescer ainda mais quando a contabilização total dos votos terminar nos estados que ainda seguem a contagem.

Logo após ter sua vitória confirmada por projeções da imprensa americana, o democrata Joe Biden disse que será um presidente para todos os americanos. Em mensagem no Twitter, Biden disse que está honrado e que terá um trabalho árduo pela frente.

Sobre a vitória democrata, a imprensa destaca ainda o fato da senadora pela Califórnia Kamala Harris, de origem indiana e jamaicana, ser também a primeira pessoa negra e de origem asiática eleita para a Vice-Presidência.

Trump se recusa a aceitar derrota nas urnas

Em comunicado, o presidente Donald Trump disse que "esta eleição está longe de terminar". O presidente dos EUA afirmou ainda que Biden está "apressando-se" a se portar como vencedor.

A campanha do presidente entrou com ações na Pensilvânia, Nevada, Wisconsin, Michigan e Geórgia para contestar a contagem de votos nestes estados. Advogados da campanha Republicana afirmaram que houve fraude eleitoral. "Nenhum voto [que chegou] pelos correios foi inspecionado", disse o advogado Ruidi Giuliani. "Temos muitas testemunhas".

Leia a íntegra da nota divulgada por Trump:

"Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em fingir que é o vencedor e por que seus aliados da mídia estão se esforçando tanto para ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja exposta, o simples fato é que essa eleição está longe de terminar.

Joe Biden não foi certificado como vencedor de nenhum Estado, muito menos de Estados altamente contestados para recontagens ou Estados onde nossa campanha tem desafios legais válidos e legítimos que poderiam deterinar o vencedor final. Na Pensilvânia, por exemplo, nossos observadores legais nao tiveram acesso significativo para assistir aos processos e à contagem. Os votos legais decidem quem é o presidente, não a mídia.

A partir de segunda-feira, nossa campanha começará a processar nosso caso no tribunal para garantir que as leis eleitorais sejam totalmente mantidas e o vencedor legítimo ocupe o cargo. O povo americano tem direito a uma eleição honesta, isso significa contar todas as cedulas legais e nao contar nenhuma cedula ilegal. Esta é a unica maneira de garantir que o publico tenha plena confiança em nossa eleição. continua sendo chocante que a campanha de biden se recuse a concordar com esse principio basico e queira que as cedulas sejam contadas mesmo que sejam fraudlenta, sabricadas ou lançadas por elitores inelegiveis ou falecidos. Apenas uma parte envolvida em irregulariades manteria ilegalmente os observadores fora da sala de contagem".

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