clique para ir para a página principal

Banco Central aprova funcionamento de financeira do Mercado Livre

Atualizado em -

Banco Central aprova funcionamento de financeira do Mercado Livre Divulgação
► Indicadores de emprego da FGV mostram recuperação lenta e desocupação em alta► Após semana positiva, bolsas seguem movimento de alta

O Banco Central informou nesta segunda-feira (09) que autorizou o funcionamento da nova financeira do Mercado Livre (MELI34), a Mercado Crédito Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, que terá aporte de R$ 40 milhões. Há dois anos, a instituição monetária já havia concedido ao Mercado Pago autorização para funcionar como instituição de pagamento via moeda eletrônica, com capital social de R$ 128,290 milhões. Este ano, recebeu autorização para prestar serviços de pagamento relativos às modalidades de emissor de instrumento de pagamento pós-pago e de credenciador.

Na semana passada, o Mercado Livre divulgou que fará investimentos de R$ 4 bilhões no Brasil, que incluem a inauguração de um novo centro de distribuição e o lançamento de uma frota aérea própria. Para mais informações, clique aqui.

A Meli Air será formada por quatro aeronaves que ajudarão o grupo a reduzir os prazos de envio dos pacotes no país, além de aumentar a capacidade de entregas para o dia seguinte nas compras de produtos armazenados em seus centros de distribuição de São Paulo e da Bahia.

“Queremos ter a melhor logística do Brasil e aumentar o número de entregas no dia seguinte. A ampliação consistente e robusta da nossa malha logística é decisiva para a manutenção da excelência do atendimento e satisfação do consumidor final – tanto vendedores quanto compradores da nossa plataforma. Além de melhorar a experiência de compra no Brasil, esperamos que a frota contribua para o aumento do reconhecimento visual da marca associado aos atributos de confiança e eficiência logística”, diz Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado Envios, braço logístico da gigante da tecnologia.

Na última quarta-feira (4), a companhia reportou que teve lucro líquido de US$ 15 milhões no 3t20, resultando em lucro líquido por ação de US$ 0,28, segundo o balanço. Analistas esperavam lucro de US$10,5 milhões de dólares para a companhia no período, ou US$ 0,17 por ação, segundo dados da Refinitiv.

Já a receita líquida do maior portal de comércio eletrônico da América Latina evoluiu 85% em dólar e 148,5% em moeda constante, atingindo o recorde de US$ 1,1 bilhão. A operação no Brasil, que representa 55% do total, alcançou US$ 610,7 milhões, alta de 56,6% em dólar e de 112,2% em reais.

Correios

Em participação em live do site Infomoney na última quinta-feira (5), o presidente do Mercado Livre para América Latina, Stelleo Tolda, afirmou que a dependência da empresa aos Correios está cada vez menor e que a operação logística cresceu significativamente no terceiro trimestre.

“A gente fechou o trimestre com uma penetração de 74% da nossa rede logística dentro do cupom total do Mercado Livre. Isso é entregue majoritariamente através de outras transportadoras privadas. O restante que não vai para a nossa rede, uma parte vai sim pelos Correios. O Mercado Livre é o maior cliente dos Correios no que diz respeito a volume de encomendas ou no que os Correios faturam. A gente se viu, então, enfrentando demoras, um nível de serviço deplorável. (…) A gente gostaria sim de ver os Correios privatizados não simplesmente por privatizá-lo, mas para tornar os seus serviços mais eficientes”, disse.

No fim de setembro, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, falou sobre a venda da companhia e reforçou que o projeto que abre caminho para a privatização está em fase de finalização e será encaminhado ao Congresso até o fim do ano. Segundo ele, a venda dos serviços postais brasileiros tem potencial de atrair mais de dez empresas e poderia render cerca de R$ 15 bilhões aos cofres públicos. Para mais informações, clique aqui.

Relacionados:

► Indicadores de emprego da FGV mostram recuperação lenta e desocupação em alta► Após semana positiva, bolsas seguem movimento de alta

Leia mais: